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Correio Braziliense

Funcionários de distribuidora do DF furtam 10 mil litros de combustível

Quatro pessoas foram presas temporariamente pelo crime. Investigações apontam que eles agiram por pelo menos dois meses e revendiam os combustíveis furtados


postado em 08/06/2018 12:12 / atualizado em 08/06/2018 12:14

Para não levantar suspeitas, eles furtavam lacres antes da entrega dos combustíveis(foto: Divulgação/Divicom)
Para não levantar suspeitas, eles furtavam lacres antes da entrega dos combustíveis (foto: Divulgação/Divicom)
Quatro homens foram presos, nesta sexta-feira (8/6), acusados de furtarem combustíveis de uma distribuidora dos produtos, localizada no Guará. Um quinto envolvido ainda não foi preso. A ação ocorreu por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), que investigou o grupo por dois meses. Cerca de 10 mil litros de combustíveis teriam sido furtados durante o período. A polícia recomendou à empresa que a rotina de trabalho dos suspeitos não fosse alterada, para não levantar suspeitas e interferir nas investigações.  
 
De acordo com a Polícia Civil, os homens trabalhavam na empresa de distribuição de combustíveis. Para subtrair os produtos, eles furtavam lacres para a entrega dos combustíveis, como explica o delegado André Luis de Oliveira. "Quando eles enchiam os caminhões-tanque, usavam um lacre roubado em vez do lacre original da entrega. Eles saíam do local, estacionavam em um pátio próximo à empresa e enchiam os próprios galões. Após subtraírem o produto, colocavam o lacre original, para que o cliente final não percebesse o furto", delimita. 
 
Como o lacre no caminhão era o mesmo da nota fiscal dos postos de combustíveis, o cliente não notava o furto e aceitava a mercadoria. Segundo o delegado, eles furtavam, em média, 100 litros antes da entrega e estocavam o produto em galões de 20 litros. Um caminhão-tanque pode comportar até 15 mil litros de combustível. Os postos de combustíveis lesados não foram identificados até o momento. 
 
Ainda segundo o delegado, o grupo tinha clientes fixos. "Eles subtraíram os produtos de acordo com a demanda dos clientes. Após realizar as entregas, o que restava era vendido para outras pessoas ou era mantido em estoque", esclarece André. Um receptador foi identificado até o momento. Ele será intimado a depor. Os investigadores ainda apuram mais detalhes sobre para quem e a que preço era vendido o material furtado.
 
Galões de 20 litros que eram usados para armazenar os combustíveis, encontrados nas residências dos envolvidos(foto: Divulgação/Divicom)
Galões de 20 litros que eram usados para armazenar os combustíveis, encontrados nas residências dos envolvidos (foto: Divulgação/Divicom)
Agentes cumpriram, pela Operação Diesel, quatro mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão na casa dos envolvidos no esquema criminoso. Os policiais realizaram as ações em Valparaíso, Luziânia e Ceilândia. O quinto mandado de prisão ainda será cumprido, pois o suspeito não foi encontrado.
 
Nas residências, policiais encontraram galões vazios e também com combustíveis, o que reforçou a suspeita do envolvimento nos furtos. Eles responderão por furto qualificado, associação criminosa e crime contra a economia popular. Somadas, as penas podem chegar a 16 anos de prisão. 



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