Publicidade

Correio Braziliense

Jovem de aproximadamente 20 anos é encontrado morto no Lago Sul

Vítima, de cerca de 20 anos, ainda não foi identificada. Polícia Militar suspeita de homicídio


postado em 11/06/2018 11:50 / atualizado em 12/06/2018 10:04

Vítima estava em prédio abandonado, e segundo PM, aparentava ser morador de rua(foto: Reprodução/PMDF)
Vítima estava em prédio abandonado, e segundo PM, aparentava ser morador de rua (foto: Reprodução/PMDF)
Na manhã desta segunda-feira (11/6), o corpo de um jovem foi encontrado na QI 9 do Lago Sul. Segundo a Polícia Militar, a vítima, que aparenta ter cerca de 20 anos, pode ter sido assassinada. Há indícios também de que o homem estivesse vivendo em situação de rua. 

A PM acredita que o autor do crime utilizou uma barra de ferro ou um pedaço de madeira para atingir o jovem, que tinha ferimentos na cabeça. De acordo com o sargento Carlos Tavares, a vítima era conhecida como "Boca de Lata". No domingo, ele havia brigado com outro homem. O militar suspeita que a discussão tenha motivado a morte do rapaz. 

Policiais encontraram R$ 700 na bermuda da vítima. O jovem morava com uma tia. A mulher confirmou aos militares que o sobrinho mantinha relação com usuários de drogas. Uma dessas pessoas, inclusive, é o filho dela. A 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) está responsável pelas investigações.

Ponto de drogas


Quem trabalha nos arredores do prédio disse que o espaço virou um ponto de encontro para pessoas em condição de rua e usuários de drogas e álcool. O administrador de empresas Gonçalo Freitas, 59, contou que o local ficou mais perigoso desde o mês passado. “Antes, essas pessoas ficavam apenas em um estacionamento público ao lado do prédio. Mas aí decidiram invadir a edificação. Lá, eles fazem de tudo. É algo que me incomoda”, queixou-se. 

O advogado Raimundo Carvalho, 62 anos, comentou que o movimento é maior à noite. “Depois das 19h, sempre tem alguém. Eles andam em grupo, e às vezes se passam por flanelinhas, para tentar conseguir dinheiro com que passa no local”, relatou. O advogado reclamou da insegurança. “Eles brigam entre si, e pressionam alguns motoristas para vigiar os carros. À noite, poucos aparecem na farmácia ou no mercado. Ninguém quer se arriscar”, desabafou.

Segundo apurado pelo Correio, o prédio onde o corpo de Boca de Lata foi encontrado era a sede do Instituto Nacional do Coração (Inacor), que faliu em 2012. Além disso, nos últimos três anos, o espaço recebeu a Casacor, uma mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo. Por telefone, a empresa que organiza a apresentação respondeu que não administra o prédio, e que apenas alugou o local para fazer as exposições.

A Administração do Lago Sul informou que não é proprietária do local, e que o imóvel é particular. De qualquer forma, o órgão se comprometeu em contatar o responsável pela edificação para exigir explicações sobre a invasão do prédio.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade