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Correio Braziliense

Um mês após o crime, assassino de revisor do Correio continua solto

Rubens Bonfim Leal, 35 anos, foi morto dentro de um quarto de motel no Núcleo Bandeirante


postado em 13/06/2018 12:35 / atualizado em 13/06/2018 12:36

A 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante) investiga o caso(foto: Reprodução)
A 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante) investiga o caso (foto: Reprodução)

Um mês após o assassinato do revisor de textos do Correio Braziliense Rubens Bonfim Leal, 35 anos, o criminoso continua solto. Os agentes da 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante) ainda não identificaram o suspeito, apesar de um vídeo, registrado por câmeras de segurança de um estabelecimento localizado próximo ao local do crime, mostrar o suposto assassino. De acordo com a Divisão de Comunicação da Polícia Civil (Divicom), o caso "continua sendo apurado".  

Rubens foi morto dentro do Paradise Vegas Motel, localizado no Núcleo Bandeirante, em 13 de maio. No dia, o revisor chegou ao local às 7h45, acompanhado por um jovem, que, segundo a Polícia Militar, teria entre 20 e 22 anos. Pouco tempo depois, às 8h30, segundo apuração da polícia, uma camareira escutou pedidos de socorro vindos da suíte em que Rubens estava.  

Meia hora depois, o suspeito tentou deixar o motel no carro de Rubens, alegando que iria à farmácia comprar um remédio para o revisor. Os funcionários, nesse momento, ligaram para o quarto, mas, como ninguém atendeu, a saída não foi autorizada. O criminoso, então, voltou ao quarto e tentou se passar pela vítima ao telefone, mas a saída foi negada novamente.  

Com a segunda negativa, o rapaz decidiu fugir. De acordo com o gerente do lugar, ele subiu em uma Kombi para pular a cerca e deixar o terreno do estabelecimento. Apesar de toda movimentação, os funcionários do motel só estiveram na suíte após expirado o horário de permanência, às 16h. Para a família de Rubens, houve omissão por parte do estabelecimento. No entanto, os policiais não informaram se o Paradise Vegas Motel responderá por algum tipo de ilegalidade.
 
Rubens foi sepultado dois dias após o crime, no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Indignação e profunda tristeza marcaram familiares e amigos do revisor, que compareceram ao velório para se despedir dele.  


Investigação 

Em 22 de maio, os investigadores divulgaram um vídeo que mostra o suspeito do assassinato minutos após o crime. Ele caminhava em uma rua próximo ao motel e foi filmado por câmeras de segurança de um estabelecimento da região. No entanto, com as imagens, os investigadores não conseguiram progredir na identificação e, em 28 de maio, pediram para que a imprensa divulgasse o material.  
 
 

Dentro do veículo de Rubens, apreendido no dia do crime, foi encontrado uma bicicleta, que pertenceria ao suspeito. Tanto o veículo quanto a bicicleta passariam por perícias, para buscar impressões digitais que pudessem identificar os suspeitos. A investigação ainda não divulgou o resultado dessa análise.  

O Correio tentou entrar em contato com o delegado à frente do caso, Robson Cândido, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. No início das investigações, Cândido afirmou que não conversaria com a imprensa, pois poderia atrapalhar a apuração policial.

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