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Correio Braziliense

Novo parque tecnológico vai atrair 1,2 mil empresas e startups

Parque Tecnológico abrigará 1,2 mil empresas de tecnologia da informação (TI), comunicação e biotecnologia, com potencial de gerar até 25 mil empregos diretos


postado em 21/06/2018 14:12 / atualizado em 21/06/2018 15:11

O Biotic vai sediar instituições de ensino ligadas à tecnologia, empresas do ramo e startups(foto: Tony Winston/Agência Brasília.)
O Biotic vai sediar instituições de ensino ligadas à tecnologia, empresas do ramo e startups (foto: Tony Winston/Agência Brasília.)


As startups, multinacionais, empresas do setor de tecnologia e entidades de ensino e pesquisa ganharam um espaço próprio de 12 mil metros quadrados, no Parque Tecnológico Biotic. Na manhã desta quinta-feira (21), o edifício de Governança Biotic foi inaugurado, em cerimônia com a presença do governador Rodrigo Rollemberg. Foram investidos cerca de R$ 40 milhões na construção do espaço, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP/DF). O Parque Tecnológico abrigará 1,2 mil empresas de tecnologia da informação (TI), comunicação e biotecnologia, com potencial de gerar até 25 mil empregos diretos.
 
Localizado entre a Granja do Torto e o Parque Nacional de Brasília, o espaço do Biotic ocupa uma área total de 1,2 milhão de metros quadrados. A expectativa é de que o Parque Tecnológico movimente a economia do DF, com o início da instalação de empresas ligadas à inovação. O edifício de Governança é dividido em dois blocos, com três andares. O prédio foi construído a partir de um conceito que estimula o uso de tecnologias sustentáveis de sistemas mais limpos e conta, também com um espaço coworking, aberto ao público.
 
O governador Rodrigo Rollemberg explicou que o Biotic tem potencial para mudar a matriz econômica do DF. Ele diz que a inauguração do espaço é um primeiro passo para que a cidade se destaque pela inovação. Rollemberg argumentou ainda que a cidade possui a maior concentração de mestres e doutores por habitantes e citou a aptidão da capital para ser fonte do conhecimento. “Vamos associar duas áreas que são fronteiras do conhecimento, a biotecnologia e a tecnologia da informação, para criar uma bioeconomia, que é o futuro e deve trazer muita riqueza para Brasília”, declarou.
 
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vai ocupar o térreo, com o SebraeLab, um novo espaço da instituição dedicado a estimular a criatividade, inovação, geração de conhecimentos e negócios. “Esse é um espaço de estímulo à inovação e um grande alavancador do desenvolvimento do DF. É o primeiro SebraeLab dentro de um parque tecnológico do Brasil”, disse o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no DF, Luís Afonso Bermúdez.
 
Sede própria 
 
O Instituto Federal de Brasília (IFB) ocupará o primeiro andar do edifício. Terá a companhia de outras instituições de apoio à ciência e tecnologia e empresas de base tecnológica. Já a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) passa a ter sua primeira sede própria, ocupando o terceiro andar do prédio. “Estar neste ambiente, ao lado de empresas consolidadas, faz com que a gente esteja cada vez mais inserido neste ecossistema de inovação. Uma das nossas missões é fomentar a ciência e a tecnologia por meio de pesquisa”, disse o presidente da FAP-DF, Tiago Coelho.
 
Uma subestação da Companhia Energética de Brasília (CEB), além dos datacenters do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, já funcionam no Parque Tecnológico. A perspectiva, no entanto, é de que outras empresas ocupem o espaço em breve. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), âncora do Biotic, ficará no segundo andar, onde vai instalar o Núcleo de Inovação Tecnológica.
 
A princípio, o espaço servirá para incrementar a interação com startups e empreendedores interessados em inovação agropecuária. Com a consolidação do parque tecnológico, a empresa abrirá a sala de inovação e a oficina de negócios, espaços para discussões sobre modelos de negócios e delineamento de novas estratégias para promoção e desenvolvimento de tecnologias inovadoras. “Esse é um projeto inédito, extremamente inovador e contemporâneo, que vai fazer de Brasília uma grande vitrine da pesquisa e inovação. Faz todo o sentido a Embrapa ser a empresa âncora”, disse o presidente da Embrapa, Maurício Lopes.

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