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Correio Braziliense

Ataque de abelhas deixa 15 cachorros mortos e fere moradores no Lago Sul

Oito cachorros morreram no local e cerca de 30 foram encaminhados a um hospital veterinário, onde outros 7 não resistiram às picadas


postado em 02/07/2018 21:02 / atualizado em 03/07/2018 06:15

(foto: CBMDF/Divulgação)
(foto: CBMDF/Divulgação)

 

Após um ataque de abelhas, 15 cachorros morreram, nesta segunda-feira (2/7), em uma casa na QI 11 do Lago Sul. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h30 para atender ao chamado dos moradores. Oito cães morreram no local e cerca de 30 foram transportados a uma clínica veterinária, onde 7 deles acabaram não resistindo às picadas. 

 

Várias pessoas na região foram picadas pelos insetos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as abelhas estavam dispersas, o que dificultou a captura delas durante a tarde. Os bombeiros orientaram os moradores da casa e os responsáveis pelo canil sobre os procedimentos a serem adotados para prevenir novos ataques e, à noite, iniciaram a captura. Apesar do susto, nenhum morador precisou de atendimento médico.

 

Dona do canil, a servidora pública aposentada Marise Castilho contou que não estava em casa no momento do ataque, porque acompanhava na casa do filho dela o jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Quando voltou, as abelhas já haviam picado os animais. Um funcionário dela acionou o veterinário para prestar socorro aos bichos.

  

Os cães, segundo a mulher, são da raça Yorkshire terrier e eram destinados à doação. "Eu não faço disso um negócio. E eu estudo pra quem eu vou dar. Se não for pra ter uma vida melhor do que aqui, eu não doo não", afirmou. A mulher afirmou que tem uma licença no Kennel Club, entidade de cinofilia, para criar os bichos. Disse desconhecer, no entanto, a necessidade de autorização dos órgãos governamentais competentes. 

 

(foto: CBMDF/Divulgação)
(foto: CBMDF/Divulgação)
 

 

Uma das hipóteses considerada pelos bombeiros é de que o latido dos cachorros pode ter atraído as abelhas, animais sensíveis ao barulho. Segundo a corporação, os insetos estavam dentro de um bueiro na região. "É necessário evitar atiçar e chegar próximo ao local, principalmente crianças e pessoas alérgicas. No caso de ataque, é preciso procurar o médico", afirma o sargento do Corpo de Bombeiros Raimundo Silva.  

 

O sargento explica que os militares usam roupas específicas ou o próprio uniforme de combate a incêndio durante a captura dos insetos. O objeto é encontrar a rainha, para que as demais se dispersem. Depois disso, as que sobrevivem são levadas a apicultores. 

 

(foto: CBMDF/Divulgação)
(foto: CBMDF/Divulgação)
 

 

Ataque no Guará 

 

Em março de 2016, outro ataque de abelhas deixou três cachorros mortos. O padeiro Marcelo Robert da Silva, 36 anos, morador do Guará, levou os três cachorros – Spike, Hulk e Dradoq – para um banho na calçada em frente de casa. Em poucos segundos, ele e os animais foram atacados por um enxame. Os bichos de estimação foram internados no hospital veterinário com hemorragia e, depois, morreram.

Abelhas em praça de Minas Gerais

 

No domingo (1°/7), os bombeiros de Poços de Caldas precisaram isolar uma praça para retirar um enxame de abelhas na Praça Dr. Pedro Sanches, no centro da cidade no Sul de Minas Gerais. Um senhor que passava pelo local acionou os militares. Segundo testemunhas, a caixa da colmeia caiu no local.

Susto: não houve o registro de nenhum ataque das abelhas a populares em Poços de Caldas(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Susto: não houve o registro de nenhum ataque das abelhas a populares em Poços de Caldas (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
 

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