Publicidade

Correio Braziliense

Em clima de campanha, Rollemberg inaugura bloco do Hospital da Criança

O espaço, contudo, não funcionará imediatamente, pois, segundo a Secretaria de Saúde, algumas etapas precisam ser cumpridas


postado em 05/07/2018 06:00

O governador Rodrigo Rollemberg inaugurou ontem o Bloco 2 do Hospital da Criança de Brasília(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O governador Rodrigo Rollemberg inaugurou ontem o Bloco 2 do Hospital da Criança de Brasília (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Apesar de a campanha eleitoral começar em 16 de agosto, os pré-candidatos ao Palácio do Buriti estão nas ruas. Ontem, a dois dias do prazo final para a presença de concorrentes a cargos eletivos em entregas de obras públicas, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) abriu as portas do Bloco 2 do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), com 202 novos leitos. O espaço, contudo, não funcionará imediatamente, pois, segundo a Secretaria de Saúde, algumas etapas precisam ser cumpridas, como inspeções em materiais e equipamentos, além do treinamento de servidores. A expectativa é de que, no fim do ano, comece a prestação de serviços, e o setor de pediatria do Hospital de Base, à exceção dos atendimentos de urgência, seja transferido para o centro médico.

Ao discursar, ao lado de aliados, como pré-candidatos à Câmara Legislativa pelo PSB e Eduardo Brandão, presidente regional do PV e possível vice da chapa, Rollemberg apontou a “volta por cima” da gestão. Segundo o socialista, apesar das dívidas herdadas, o governo alcançou grandes conquistas. “Esse é um presente para Brasília. É uma das principais entregas de um governo que colocou a criança como prioridade. Fico feliz com tudo o que fizemos em um ambiente de tantas dificuldades”, disse o governador. O espaço de 22 mil metros quadrados recebeu recursos do GDF (R$ 106 milhões) e da Organização Mundial da Família (US$ 10,5 milhões).

A entrega faz parte da maratona de inaugurações cumprida pelo chefe do GDF. O socialista entregou dezenas de obras ligadas a diferentes segmentos, a exemplo do Espaço Cultural Renato Russo e da sede do parque tecnológico Biotic. A gestão concluiu obras de infraestrutura no Condomínio Porto Rico, em Santa Maria, e no Sol Nascente, em Ceilândia. Nos próximos meses, outras ações devem impulsionar o projeto de reeleição, mesmo sem a presença de Rollemberg. São os casos das estações de metrô Estrada Parque, em Taguatinga, e 110 Sul, com conclusão prevista para setembro e outubro.

Puxadores de voto

Não é só Rollemberg quem está em ritmo de campanha. Desde que anunciou a pré-candidatura ao GDF, o ex-secretário de Saúde Jofran Frejat (PR) passou a rodar o DF para se aproximar do eleitorado. No último domingo, no Areal, em Águas Claras, o palanque ganhou força: o correligionário e ex-governador José Roberto Arruda discursou ao lado dele e reafirmou ao projeto de eleição. “No meu governo, fizemos muitas coisas, mas me derrubaram e não tivemos tempo de terminar. Eu apoio Frejat por uma razão: Brasília, nos últimos governos, sofreu”, alegou. E Arruda complementou: “Precisamos retomar a Brasília da época do Roriz e da minha época”.

Inelegível em razão da condenação em segunda instância na Caixa de Pandora, Arruda ainda declarou apoio à campanha do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (MDB) a deputado federal — o emedebista também será o responsável pela indicação do número dois da chapa de Frejat. “Quem estiver votando em Filippelli é como se estivesse votando em mim”, afirmou, mencionando, ainda, a candidatura da mulher, Flávia Arruda (PR), ao mesmo posto.

A presença de Arruda no palanque de Frejat, porém, atrapalhou uma possível aliança com o PDT, que não topa fazer campanha ao lado do ex-governador.

Em outra chapa da centro-direita, Eliana Pedrosa (Pros) é a aposta da família Roriz. O clã compareceu, no último sábado, ao lançamento da pré-candidatura da ex-parlamentar ao GDF. Há a possibilidade de que Weslian, esposa do ex-governador Joaquim Roriz, concorra ao Senado na mesma chapa. Nesse grupo, a vice-governadoria ficou nas mãos de Alírio Neto (PTB). Também aspirante ao Buriti, Izalci Lucas (PSDB), integrante da via comandada pelo senador Cristovam Buarque (PPS), investe na pré-campanha por meio de redes sociais, com postagens diárias.

Os estreantes, que não dispõem do apoio de puxadores de votos, como o herdeiro da rede Giraffas, Alexandre Guerra (Novo), e a professora da Universidade de Brasília (UnB) Fátima Sousa, criaram programas de discussões, nos quais rodam as cidades para ouvir demandas. As peregrinações do Gira DF e do Cidade em Movimento são registradas nas redes sociais dos pré-candidatos ao Executivo local. Em meio à campanha oficial, a maior aposta deles também será na internet, uma vez que detêm apenas 0,54 segundos e 6,27 segundos na tevê, respectivamente.

Apadrinhado político do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), General Paulo Chagas (PRP) faz a pré-campanha por meio da divulgação de posicionamentos em redes sociais. Chagas é o pré-candidato ao GDF com o maior número de seguidores no Twitter e no Instagram.

Recursos

R$ 106 milhões
Investimento do GDF para a construção do Bloco

US$ 10,5 milhões
Aporte da Organização Mundial da Família para a obra

O que diz a lei
A Lei nº 9.504, de 1997, prevê a cassação do registro ou do diploma de candidatos que comparecerem a inaugurações de obras públicas nos três meses que antecedem as eleições. São vedadas, ainda, a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos para esse tipo de evento, bem como a publicidade institucional de atos, programas, construções, serviços e campanhas, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral. Outra proibição é a nomeação de concursados, sob pena de nulidade de pleno direito.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade