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Correio Braziliense

De novo? Brasiliense enfrenta trânsito e pode perder 1º tempo de Brasil

A Rodoviária do Plano Piloto recebe fluxo grande de passageiros em horário incomum


postado em 06/07/2018 12:17 / atualizado em 06/07/2018 21:02

Fluxo intenso de veículos congestionam o Eixo Monumental (foto: Arthur Menescal/Esp CB/DA Press)
Fluxo intenso de veículos congestionam o Eixo Monumental (foto: Arthur Menescal/Esp CB/DA Press)
 
Muitos trabalhadores que foram liberados para assistir à disputa entre Brasil e Bélgica começam a movimentar as vias de Brasília, sobretudo na área central do Plano Piloto. Por volta do meio-dia, o movimento dos carros já começa a ficar intenso na Esplanada com a saída dos servidores voltando para casa.
 
Margarete Padilha, 62 anos, 40 deles na administração federal, está animada. "Vou torcer com os amigos e depois pagar as horas não trabalhadas". Segundo ela, o dia hoje foi normal. "A quantidade de processos foi a mesma". Ela entrou em três bolões de apostas. "Coloquei 2 x 0 em dois e 0 x 0 no outro". Patrícia Veras, 46, também vai para casa."Acho que vai ser 0 x 0. A partida será decidida nos pênaltis." De acordo com elas, o Ministério do Planejamento, onde trabalham vai funcionar parcialmente nesta tarde. "Na minha sessão, das 20 pessoas, de 8 a 10 vão continuar trabalhando", assinalou Patrícia. 

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(foto: Artur Menescal/Esp. CB/ DA Press )


As principais saídas já apresentam retenção, no SAAN sentido Estrutural a via está parada. Engarrafamenro intenso a partir do Shopping Popular. Os motoristas já demonstram impaciência com buzinaços. Na parada da Estrutural e vestindo uma camiseta verde e amarela, a doméstica Elza Maria Araújo, 53 anos, aguarda ansiosa um ônibus para a cidade de Águas Lindas, onde reside. Ela marcou um churrasco com os amigos e teme não chegar a tempo. "Estou ansiosa para assistir. Nunca gostei de jogo, mas os do Brasil eu não perco por nada". Ela chutou um placar de 2 x 1. 

Passageiros à espera do transporte também sentem a pressão dos congestionamentos, a estudante Lucivânia Ventura, 16 anos, aguardava um ônibus para Taguatinga. Com a mão no queixo e já meio desesperançosa, calculava se chegaria a tempo, mas encontrou uma solução, caso se atrase. "Se nada der certo por conta do trânsito, vou acompanhar pelo celular mesmo, dentro do ônibus. Tudo para ver o Neymar jogar", diz a fã do jogador. Confiante de que o Brasil vai ganhar, apostou em um 2 x 0. 
 
No Jockey Club a situação não é diferente, existem pontos de retenção que impedem a chegada dos torcedores a suas casas. No meio do trânsito por pelo menos meia hora, a empresária Andresa Damásio, 40 anos, também está angustiada.
 
Moradora de Águas Claras ela afirma que, com o trânsito, novamente não conseguirá assistir ao jogo do Brasil. "Da última vez foi a mesma coisa. Fiquei uma hora e dez na fila. Tinha combinado com amigos de vermos juntos, mas fiquei com tanta raiva que quando consegui sair do lugar fui para casa direto". Dessa vez, o rádio já está sintonizado para acompanhar o time jogar. Também confiante, ela acredita que o país vai para a final. "Só não sei se chega a ganhar a Copa, mas o jogo de hoje está ganho", acredita.

 

Transporte público


Passageiros movimentam plataforma do Metrô, na Rodoviária(foto: Aline Ramos/Esp. CB/D.A Press)
Passageiros movimentam plataforma do Metrô, na Rodoviária (foto: Aline Ramos/Esp. CB/D.A Press)
 
A Rodoviária também apresenta fluxo intenso de passageiros, a maioria das pessoas trajando camiseta verde e amarelo apressam o passo na tentativa de ganhar minutos a mais na corrida contra o tempo. A partida começa às 15h, e Gerson Gonçalves, 47 anos, morador do Recanto das Emas diz que chegou mais cedo ao trabalho para conseguir sair um pouco antes do horário previsto. “Era pra eu sair às 13h como todo mundo, mas negociei com o chefe para sair ao meio-dia. Como moro longe, não quero perder um minuto sequer da partida, preso no trânsito. Saindo o mais cedo possível consigo garantir que não vou perder nada”, comenta o ajudante de pedreiro.
 
Logo ao lado, na baia de ônibus da linha samambaia, uma fila se forma e os passageiros aguardam a saída do próximo ônibus. “Estou inquieta na espera desse ônibus. Felizmente meu chefe me liberou mais cedo hoje, pois no outro jogo que foi a tarde escutei a partida pelo celular de outras pessoas, enquanto estava no ônibus presa no engarrafamento. Foi horrível, perdi um jogão. Eu estou na torcida pelo Brasil, e o bom é ver na TV para não perder nenhuma queda do Neymar”, comenta em tom de brincadeira a secretária Marcela Santos, 25. Ela aposta no placar de 2 x 1 para o Brasil. 
 
Nas lojas de roupa na Rodoviária comerciantes anunciam “camiseta da seleção só 20 reais”, “olha a camiseta do Neymar”, “vamos aproveitar pessoal”. Em um estande próximo ao metrô, começam a juntar pessoas tentando aproveitar a oferta anunciada. José Carvalho da Silva, 38 anos, locutor, morador da Ceilândia, contou que vai aproveitar a promoção para levar camiseta para a família toda. “Para ser sincero eu não acreditava que o Brasil ia tão longe nessa Copa. A última foi um fracasso e deixou essa sensação de medo, mas o Brasil avançou e agora fiquei animado para comprar a camiseta e torcer em grande estilo. Vou levar para minha esposa e para os meus meninos, eles amam futebol”.
 
As estações do Metrô recebem movimento elevado de passageiros, na rodoviária, formam-se filas para conseguir atendimento no caixa e para acessar a plataforma. Na tentativa de evitar tumultos, a equipe do transporte inslalou divisórias para organizar a movimentação. Roberto Vasconcellos, 40 anos, está no caixa para comprar bilhete de embarque.
 
O funcionário público comenta que hoje foi mais esperto ao optar por deixar o carro em casa. “No jogo da Sérvia assisti o primeiro tempo no carro e estressado com o trânsito. Dessa vez, já me programei para deixar o carro em casa, pois só com o metrô é possível fugir do caos do trânsito”, comenta. Roberto acredita no placar de 1x0 para o Brasil. “A Seleção está jogando muito, mas a Bélgica é boa. Vai ser puxado mas vamos conseguir”, conclui.
 

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* Estagiárias sob supervisão de Mariana Niederauer

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