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Correio Braziliense

Brasilienses lotam bares para assistir partida entre Brasil x Bélgica

Ao lado de amigos, torcedores acompanham jogo das quartas de final da competição


postado em 06/07/2018 14:55 / atualizado em 06/07/2018 16:22

(foto: Ana Rayssa/Esp CB/DA Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp CB/DA Press)

 
O final de semana começou mais cedo para o brasiliense, que nesta sexta-feira (6/7), saiu aos bares do Plano Piloto para assistir ao duelo entre Brasil e Bélgica, pelas quartas de final da Copa do Mundo. No Miau que Mia, na 304 Sul, vários televisores foram espalhados para que os cerca de 100 clientes pudessem ver todos os lances da partida.

O jogo teve início apenas às 15h, mas as pessoas começaram a chegar ao bar muito antes disso. O professor Lucas Althoff, 27 anos, veio por volta de meio dia. "Queria chegar com tempo para almoçar sem nenhum problema. Mesmo morando na Asa Norte, saí de casa com três horas de antecedência. Em dias se jogo, o trânsito fica completamente congestionado", explicou.

Acompanhado da esposa, a atriz Kamilla Nunes, 30, e o filho, Don Althoff, 3, ele está confiante na vitória da Seleção. "É Brasil na cabeça. Hoje, vamos convencer de vez. A Bélgica não terá chances. Ganharemos de 3x1, rumo ao hexa", apostou.

Assim como ele, Kamilla também acredita no time brasileiro. O casal, inclusive, pintou o rosto de verde-amarelo. "Não sou a torcedora mais fanática, mas aguardo uma vitória do Brasil. Dessa forma, poderemos estender o fim de semana até a terça-feira, quando acontece a semifinal", brincou.


Apreensão após gol belga


Os 20 primeiros minutos de jogo foram acompanhados de muito nervosismo do torcedores presentes no bar, que esbravejou com as chances desperdiçadas pelo ataque brasileiro. Além disso, o gol contra de Fernandinho calou a euforia da torcida.

O garçom Leonardo da Rocha, 32, estava animado antes do apito inicial, mas após o gol da Bélgica, começou a roer as unhas e coçar a cabeça. "É um time surpreendente, o da Bélgica. Mas nós vamos virar o placar. Apostei com uns amigos em 3x1, então, esse gol está no roteiro", disse. 

A cada ataque da equipe europeia, os gritos de aflição cresciam. Colega de trabalho de Leonardo, o também garçom André Luís dos Santos, 30, mal conseguia assistir à partida quando a defesa brasileira era ameaçada. "Nós não podemos perder. Já até pedi folga para 15 de julho, dia da final. Espero uma virada o quanto antes possível", comentou. 
 

Silêncio no 2x0


Em outro bar da quadra, o Zimbrus, o público também compareceu em peso. No entanto, a animação de antes partida rapidamente desapareceu quando De Bruyne ampliou a vantagem belga. Depois dos gols, muitos torcedores reclamaram batendo nas mesas. 

As falhas do Brasil no ataque deixaram os brasilienses ainda mais nervosos. Apesar disso, no intervalo, alguns ainda apostavam em uma virada da Seleção. "Dá tempo de correr atrás. Assim como eles fizeram dois, nós também podemos. Basta o time ter calma, que tudo dará certo", disse o autônomo Rosan Oliveira, 56. 

Além dele, o garçom Bruno Sousa, 23, crê em pelo menos um empate. "Jogamos tão bem nos últimos quatro jogos. Não é possível que dessa vez o elenco vai vacilar. Precisamos passar, e vingar a França nas semifinais. É um rival que está engasgado para todos os brasileiros", destacou. 
 

Expectativa

 
No ClubInn, na Asa Norte, os amigos Blaisson Farid, 30 anos, e Ana Karla Gonçalves, 42 anos, estão esperançosos. “O Brasil veio melhorando ao longo da competição e hoje está mais confiante. Meu palpite é 2x1 para o Brasil!”, disse Blaisson, que é empresário. Ana Karla afirmou, porém, que tem receio da Bélgica, que também fez um ótimo campeonato, segundo ela. “O Brasil tem que ganhar. Precisa segurar”, destacou.

Os dois gostam de assistir aos jogos fora de casa. Para Blaisson, é muito mais fácil. “Não precisa arrumar nada depois do jogo”, brinca. Já Ana Karla tem outros motivos. “A energia é bem melhor. Aqui a gente consegue sentir o jogo”, disse.
 
Eles não acompanham o futebol fielmente, mas não perdem os jogos da Copa do Mundo. “O Mundial é melhor que o Carnaval, porque todo mundo se mobiliza para o evento. Não tem como não gostar”, declarou Ana Karla.
 

Belgas confiantes

 
Em um bar de cerveja artesanal, na Asa Sul, uma torcida tímida de vermelho, amarelo e preto chama atenção entre os brasileiros. O confronto aqui é entre quem torce mais alto. Apesar da maioria no local estar com o Brasil, um grupo de belgas assiste ao jogo entre os verde-amarelo. 
 
(foto: Bárbara Cabral/Esp CB/DA Press)
(foto: Bárbara Cabral/Esp CB/DA Press)
 

Na hora do hino, eles se destacaram: os belgas cantaram, em pleno pulmões, o canto do país. Quando a bola começou a rolar em campo, e a primeira falta contra o jogador Neymar, eles também vaiaram e criticaram o jogador. Na outra mesa, no entanto, os brasileiros protestaram a violência do time adversário.
 
“Escolhemos o bar para ficarmos entre amigos, curtindo uma cerveja”, comentou Isabelle Bedoyan, 40. Ela e a amiga Lieselotte Pellens, 28, estão confiantes com o placar vitorioso para o país de origem: 3x2 para a Bélgica. “Mas nós podemos mudar quando chegar o fim do primeiro tempo”, brincou Isabelle. 

A torcida brasileira no local também não intimida. “Nós queríamos um ambiente animado. Então preferimos vir pra onde tem brasileiro”, disse Lieselotte. 
 

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