Publicidade

Correio Braziliense

Ex-diretor da Polícia Civil e ex-distrital, Milton Barbosa morre em casa

Ele não resistiu a um infarto fulminante. O delegado aposentado estava em casa com a mulher Isaura Barbosa. Ela ainda acionou por socorro, mas Milton não resistiu


postado em 07/07/2018 09:44 / atualizado em 07/07/2018 11:41

O ex-diretor da Polícia Civil e ex-deputado distrital Milton Barbosa, 71 anos, não resistiu a um infarto. Ele estava em casa quando passou mal(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
O ex-diretor da Polícia Civil e ex-deputado distrital Milton Barbosa, 71 anos, não resistiu a um infarto. Ele estava em casa quando passou mal (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
 
O ex-diretor da Polícia Civil e ex-deputado distrital Milton Barbosa, 71 anos, morreu na noite de sexta-feira (6/7). Ele não resistiu a um infarto fulminante em casa, no Park Way. Milton estava com a mulher, Isaura Barbosa, pré-candidata a deputada distrital, que ainda tentou acionar por socorro, mas não deu tempo. A morte do delegado aposentado emocionou amigos, servidores da área da segurança pública e políticos da cidade.

Sobrinha de Milton, Renata Mendes, 38 anos, contou que ele estava assistindo a televisão, em casa, quando se sentiu mal, por volta de 22h30 e 23h. O delegado chegou a ir à cozinha procurar um dos remédio que tomava, mas caiu no caminho. “O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ainda fez os primeiros socorros, mas não deu mais”, lamentou.

Servidora pública, ela se lembra do tio como uma pessoa solidária. “Ele era um herói, não só para a família, mas para todo mundo que convivia com ele. Era uma pessoa que vivia para a solidariedade. A alegria dele era essa. Ajudar as pessoas”, reforçou ela que era considerada como filha por Milton.

Diretor da Polícia Civil, Eric Seba trabalhou com Milton na década de 1980 e 1990. Ele se lembra do amigo como um grande profissional. “Lamentamos muito a perda dele. Foi um choque para todos. Era uma pessoa exemplar, como profissional e como ser humano. Uma pessoa muito querida por todos. Só nos resta a lamentar e fazer homenagens que nós pudermos”, destacou. 

Delegado e amigo pessoal de Milton, Paulo Roberto D’Almeida, 70 anos, se emocionou ao falar dele. Antes de trabalharem juntos, os dois conviveram em Taguatinga. Foi Paulo Roberto quem ajudou Milton a ingressar na área de segurança pública. “Primeiro ele começou como agente e, depois, ingressou como delegado. Fazia treinamentos na minha casa e eu o ajudei a preparar para os concursos. Ele era um dos meus melhores amigos da polícia”, contou, em lágrimas.

Além da união dentro e fora da segurança pública, Paulo Roberto e Milton jogavam futebol pelo Centro de Ensino Médio de Taguatinga. Na escola, formaram um grupo de alunos e professores e chegaram a escrever um livro juntos. A obra, intitulada Meta (Mestres e Estudantes de Taguatinga), está editada para ser lançada. “Em 1960, disputamos campeonatos estudantis em Brasília, fomos campeões por Taguatinga e formamos uma amizade sólida e consolidada”, destacou.

Paulo ressaltou, ainda, a carreira de Milton. “Ele tinha uma vida profissional excelente. Era exemplar, digno de referência. Nunca teve nada que pudéssemos aboná-lo como pessoa. É um amigo muito grande que vai deixar muitas saudades”, ressaltou, emocionado.

Milton é piauiense de Canto do Buriti. Foi, ainda, administrador das cidades do Riacho Fundo I e II, Ceilândia e secretário de Solidariedade. Na Câmara Legislativa, exerceu mandato entre 2007 e 2010. É irmão do delator da Caixa de Pandora, Durval Barbosa. 

Ele deixa mulher e dois filhos, de 37 e 43 anos. O mais velho é promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O velório está marcado para às 8h até às 11h de domingo (8/7), no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, onde ele será enterrado. 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade