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Correio Braziliense

Mesmo após derrota, brasilienses vestem com orgulho camisa da Seleção

Mesmo após a eliminação para a Bélgica, alguns brasilienses andam pela capital vestidos de verde-amarelo. Eles elogiam o desempenho da Seleção Brasileira e acreditam no hexacampeonato em 2022, na Copa do Qatar


postado em 11/07/2018 06:00

Fábio Maranhão: ele diz que é preciso acreditar no futuro da Seleção(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Fábio Maranhão: ele diz que é preciso acreditar no futuro da Seleção (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

Cinco dias se passaram da eliminação do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, e o verde-amarelo permanece na capital federal. Bandeiras em carros, decorações nas ruas e, principalmente, a camisa Canarinho continuam à vista, mesmo que de modo mais discreto. O brasileiro esquece, aos poucos, o trauma da derrota e mostra que o patriotismo resiste. A esperança do hexa foi apenas adiada para 2022, quando o principal torneio de futebol do mundo chega ao Catar.

Vendedor de uma loja de artigos esportivos, Joaquim Soares, 55 anos, conta que todos os funcionários ganharam uma versão do uniforme nas cores da bandeira nacional. Após a eliminação do Brasil para a Bélgica, na sexta-feira, apenas ele apareceu na loja com a blusa especial. “Todo mundo guardou a camisa, mas acho que não é um momento de termos vergonha. Jogamos bem, acabamos perdendo, mas não foi um vexame como na última Copa. Futebol é isso. Ano que vem tem Copa América e vamos começar tudo de novo”, ressalta.

Joaquim Soares é um dos poucos no trabalho que usa verde-amarelo(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Joaquim Soares é um dos poucos no trabalho que usa verde-amarelo (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)


Depois da derrota por 2 x 1 para a Bélgica, a camisa oficial da Seleção Brasileira se tornou item mais raro nas ruas de Brasília. Na segunda-feira, o estudante Yuri Simek, 18, pegou o metrô até a Estação Central e notou que todos o olhavam. “Acharam estranho eu continuar usando a camisa após a eliminação”, acredita. Continuar com o uniforme, no entanto, não significou que o jovem não sofreu com a derrota. “Fiquei abalado”, resume o sentimento. Fã de futebol desde pequeno, Yuri acredita no hexa em 2022. “Desde 2014, estamos só melhorando. Se essa evolução continuar, o título no Catar será nosso.”

O estudante Fábio Maranhão, 32, acredita que a situação atual do país não é boa, no geral, mas conta que ainda é preciso acreditar. “Perdemos a Copa, não jogamos bem e isso é um reflexo de tudo que está acontecendo no Brasil. A situação está cada vez pior. Política, futebol e economia. Tudo está ruim, mas temos de fazer nossa parte, para a situação melhorar”, destaca.

Yuri Simek:
Yuri Simek: "Acharam estranho eu continuar usando a camisa" (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

Antes, vestíamos branco


Dentro ou fora do Brasil, a camisa da Seleção está associada ao patriotismo e aparece como principal símbolo do país. A amarelinha virou o uniforme oficial só na quinta Copa do Mundo, em 1954. Antes disso, a camisa branca representava o país. A necessidade da mudança nasceu após a derrota para o Uruguai na final do Mundial de 1950, disputado no Brasil. O jornal carioca Correio da Manhã promoveu um concurso cultural, em 1953, para eleger o novo uniforme. O escritor gaúcho Aldyr Schlee, que tinha 18 anos à época, venceu a competição.

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