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Correio Braziliense

DF registra mais de um homicídio por dia no mês de junho

Se comparado com junho do ano passado, há um acréscimo de 8,1% (37 homicídios); levantamento ainda aponta que 51% das vítimas tinham antecedentes criminais


postado em 11/07/2018 19:50 / atualizado em 11/07/2018 20:21

No acumulado do semestre, no entanto, os registros de homicídios e latrocínios apresentaram queda(foto: Isa Staciarini/Esp/CB/D.A Press)
No acumulado do semestre, no entanto, os registros de homicídios e latrocínios apresentaram queda (foto: Isa Staciarini/Esp/CB/D.A Press)
 
Junho de 2018 terminou mais violento no Distrito Federal se comparado com o mesmo período em 2017: foram registrados três homicídios a mais - 40 contra 37, um acréscimo de 8,1%. Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública, 51% das vítimas tinham antecedentes criminais, e 71% dos autores também.  

As forças de segurança pública registraram, ainda, dois casos de latrocínio [roubo seguido de morte] no mês passado, contra apenas um registro no mesmo período de 2017. Esses acréscimos aumentam em 10,5% os crimes letais intencionais.

A estatística foi apresentada na tarde desta quarta-feira (11/7) e reuniu integrantes das forças policiais e representantes da Secretaria de Cidades, da Saúde, dos Transportes e de Políticas Públicas para Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. 

No acumulado do semestre, no entanto, os registros de homicídios e latrocínios apresentaram queda. Os homicídios passaram de 247 ocorrências em junho de 2017 para 244 no mesmo mês de 2018, uma diminuição de 1,2%. Também houve quatro casos a menos de latrocínio: 18 registrados em 2017 e 14 em 2018. 

As tentativas de homicídio e de latrocínio também reduziram. O primeiro crime caiu 3,5%, passando de 463 casos de janeiro a junho de 2017 para 447 no mesmo período de 2018. Já o segundo, reduziu de 108 para 92, uma diminuição de 14,8%. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, em 2017, a unidade federativa comemorou a sexta colocação com menor índice de homicídios: 16,3 a cada 100 mil habitantes, atrás de São Paulo, Santa Catarina, Roraima, Minas Gerais e Piauí. "Os índices fazem com que o DF praticamente seja a terceira ou quarta unidade da federação com menor índice de homicídios do País", ressaltou o secretário de Segurança Pública, Cristiano Sampaio. 

Estupros

Outro crime que reduziu tanto no acumulado do semestre quanto no mês de junho foi o estupro. De janeiro a junho de 2017, as ocorrências passaram de 368 para 292 em 2018: uma diminuição de 20,7%. Apenas em junho do ano passado, houve 55 casos e, no mês passado, 39: 29,1% a menos.

De acordo com as estatísticas, 87% das vítimas são mulheres e, em 60% dos casos, há vínculo entre vítima e autor. 27% das ocorrências acontecem na residência ou no local de trabalho da vítima ou do autor. Na maioria dos casos, há envolvimento sexual. 

Em relação a estupro de vulnerável, 83% das vítimas também são mulheres e, em 100% dos casos, há vínculo entre o agressor e vítima. Em 67% dos casos não há envolvimento sexual. 

Trânsito 

No primeiro semestre deste ano, 165 pessoas perderam a vida no trânsito brasiliense: 43% a mais do que no mesmo período de 2017, quando órgãos de fiscalização contabilizaram 115 mortes nas vias do Distrito Federal. Para o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), o aumento ocorre em razão de chuvas no início do ano, perda de 100 agentes de trânsito por causa da reforma da Previdência e greve dos servidores do Detran. 

Entre janeiro e junho deste ano, os casos de lesão corporal seguidos de morte também cresceram. Houve seis ocorrências desse tipo no primeiro semestre de 2018, contra apenas uma no mesmo período de 2017.

Um dos casos que chocou a população do Distrito Federal foi o do adolescente Victor Martins Melo, 16 anos, espancado até a morte durante uma festa ilegal no Parque da Cidade, em em 25 de maio. O adolescente foi confundido com outra pessoa que teria furtado o celular de uma das participantes do evento. Victor levou coronhadas, chutes, socos e uma facada no peito.

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