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Correio Braziliense

Princípio de incêndio no Hospital de Base afeta sistema da rede pública

O sistema TrakCare está indisponível em todo o DF. Para atender os pacientes, servidores têm de preencher fichas à mão


postado em 12/07/2018 11:48 / atualizado em 12/07/2018 22:28

TrakCare armazena dados de mais de 4 milhões de pacientes(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
TrakCare armazena dados de mais de 4 milhões de pacientes (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

 

O sistema eletrônico da rede pública de Saúde do Distrito Federal está fora do ar nesta quinta-feira (12/7), devido a um princípio de incêndio que atingiu a rede elétrica do Hospital de Base do DF. A rede, conhecida como TrakCare, é responsável por armazenar as informações de consultas, exames e histórico médico dos pacientes.

 

Desde terça-feira (10/7), a Coordenação Especial de Tecnologia de Informação em Saúde (CTINF) estava reparando os danos na subestação de energia da unidade de saúde do Plano Piloto. Na noite de quarta-feira (11/7), uma sobrecarga de energia danificou duas máquinas que abrigam as informações do sistema de prontuário eletrônico.

 

"Enquanto nós estávamos consertando os estragos do princípio de incêndio, tivemos de ativar o sistema de geração alternativa de energia. Quando finalizamos e religamos o sistema principal, houve um pico de energia. Não houve fogo. Apenas um curto-circuito com fumaça. Duas máquinas acabaram atingidas, as responsáveis pelo sistema TrakCare", explicou o coordenador do CTINF, José Guilherme Ribeiro.

 

A pane no sistema causou muito atraso nos atendimentos ao público em alguns hospitais regionais de Brasília. Sem acesso ao prontuário virtual, os funcionários da Secretaria de Saúde do DF precisam preencher as fichas de consulta manualmente.

 

"Estamos trabalhando desde a madrugada para restabelecer o sistema. A previsão é de que ainda na tarde desta quinta-feira ele volte ao normal. Assim, os servidores poderão cadastrar na plataforma as informações que, por enquanto, estão sendo anotadas em papéis", ressaltou José Guilherme.

 

Problemas em 2017

 

Em maio do ano passado, o sistema de prontuário eletrônico da Secretaria de Saúde ficou fora do ar por três dias. Em 8 de maio, por conta da pane, todos os hospitais da rede pública foram atingidos. Além disso, atendimentos ambulatoriais precisaram ser suspensos e pacientes tiveram de remarcar consultas.

 

O problema só foi resolvido em 11 de maio. A empresa InterSystems, fornecedora do programa TrakCare, explicou que o motivo do incidente seria a falta de conservação e monitoramento preventivo da plataforma. Na época, a Secretaria de Saúde admitiu que o TrakCare estava há três meses sem contrato de manutenção, mas disse que a causa da pane ainda era desconhecida.

 

O TrakCare abrange 16 hospitais da rede pública de saúde, seis unidades de pronto atendimento (UPAs), 57 unidades laboratoriais, 71 centros de saúde e 178 locais de estoque/farmácia. O sistema armazena dados de mais de 4 milhões de pacientes.

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