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Correio Braziliense

Site de vendas desabilita perfil para compra ilegal de dados de brasileiros

Mercado Livre desativou, a pedido do Ministério Público do DF e Territórios, a conta que permitia a compra de dados como nome, endereço, CPF e perfis em redes sociais de brasileiros em um site de domínio sueco


postado em 12/07/2018 19:58 / atualizado em 12/07/2018 20:12

Mercado Livre desabilitou a conta que recebia pagamentos(foto: Divulgação/ MPDFT )
Mercado Livre desabilitou a conta que recebia pagamentos (foto: Divulgação/ MPDFT )
 
O site de vendas on-line Mercado Livre desabilitou, nesta quinta-feira (12/7), a conta que recebia pagamentos para divulgar, ilegalmente, dados pessoais de brasileiros. A desativação ocorreu após pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
 
O pagamento era destinado à compra de informações compartilhadas em outra página, de domínio sueco. Entre os dados fornecidos aos clientes dessa plataforma estão nome, endereço, CPF, perfis em redes sociais e até nomes de vizinhos.

A Comissão de Proteção de Dados Pessoais do MPDFT também investiga a possibilidade de compra de créditos de acesso ao site por meio de bitcoins. No entanto, a carteira indicada na página eletrônica não tem nenhum registro de pagamento por meio da moeda virtual.
 
“Por isso, a opção foi focar na conta principal do Mercado Livre, que agora encontra-se fora do ar, e que já teve mais de 1,4 mil transações com cartão de crédito ou boleto”, explica o coordenador da Comissão, promotor de Justiça Frederico Meinberg.

De acordo com as investigações, com cerca de R$ 30, qualquer pessoa poderia comprar créditos para visualizar os dados fornecidos. O Ministério Público requisitou, ainda, informações cadastrais sobre o perfil responsável pela venda dos créditos e sobre os compradores. Na avaliação da comissão, a ilegalidade do serviço é manifesta. 

Os principais buscadores – Google, Yahoo, Baidu e Bing – foram notificados pelo órgão para que removam o site de seus resultados de busca. O pedido usa como base as próprias políticas das plataformas. 

Com informações do MPDFT 
 

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