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Correio Braziliense

Aos 16 anos, brasiliense Carol Leão surpreende musicalmente e coleciona fãs

Jovem se destaca com a delicadeza da voz, letras próprias e o uso de um instrumento inusitado, o ukelele, uma espécie de cavaquinho havaiano


postado em 13/07/2018 11:33 / atualizado em 13/07/2018 12:31

Carol compõe as próprias músicas desde os 15 anos: a adolescência como inspiração para as letras (foto: Cristiana Nascimento/Divulgação)
Carol compõe as próprias músicas desde os 15 anos: a adolescência como inspiração para as letras (foto: Cristiana Nascimento/Divulgação)
A menina de apenas 16 anos irradia luz com a voz, o sorriso, os olhos, a música. Carol Leão transforma as maravilhas e as frustrações da adolescência em lindas canções. A inspiração e a vontade de cantar, porém, vem de muito tempo atrás, quando ela era ainda uma criança. Desde cedo, cantarolava por todo canto. A família diz que Carol nasceu com o talento, desenvolvido com as aulas de música na escola. E para ajudar nas composições, tem um amigo inseparável: o ukelele (leia Para saber mais).

Apesar de ter nascido em Belo Horizonte, Carol Leão desenvolveu seu talento em Brasília. Ela veio para cá em 2010, a fim de acompanhar o pai, transferido no trabalho para a capital federal. Filha de uma artista e um jornalista, além da voz doce e suave, o dom para a comunicação é palpável. Comunicação não só com conversa, mas principalmente com música. Aos 15 anos, compôs a primeira música: Pura agonia.

Para Carol, a música é uma parte do seu existir. É uma maneira de se expressar, se encontrar e se reconhecer no mundo. “Cantando e escrevendo, eu consigo ser muito mais autêntica e sincera comigo mesma. Às vezes, escrevo coisas que eu nem sabia que sentia e, quando vejo, digo: 'Nossa! Eu realmente sinto isso'”, conta. As letras revelam a intensidade e os exageros de ser uma adolescente. Todavia, representam os sentimentos de todo ser humano, independentemente da faixa etária. Como um espelho, é possível se enxergar em cada canção.
 
 

Atualmente, Carol Leão está no primeiro ano do ensino médio. Quando concluir, pretende cursar comunicação social. Porém, o objetivo principal é continuar cantando. “Quanto mais o tempo passa, quanto mais escrevo e coloco músicas no mundo, mais vejo sentido nisso para mim”, afirma.

Surpresa dos pais

A canção favorita do momento é Florescer, disponível em seu canal do YouTube. Pois um dia, Carol cantarolava a música pela casa e chamou a atenção da mãe, Karine de Lima Dias. Artista com ouvidos sensíveis para som de qualidade, Karine perguntou à filha de quem era. Queria baixar no aplicativo de música Spotify. Qual não foi a surpresa dela ao descobrir a autora. Os pais afirmam que se emocionam com as letras da filha única. “Estamos dispostos a apoiar tudo o que fizer sentido para ela se realizar como ser humano nesse mundo”, prometem.

O pai, Marco Tulio Bretas, revela outros talentos de Carol. Segundo ele, a jovem também desenha e escreve muito bem. Além disso, é uma das melhores alunas da escola. “A gente nunca duvidou do talento dela. Eu falo para ela seguir o coração, fazer o que faz sentido para ela. Se um dia não der certo na música, tem todas as ferramentas para recomeçar”, diz. Bretas declara ser o primeiro fã da filha e não esconde o orgulho que sente. “Nós acreditamos muito”, completa.

Parceira

A principal parceira de composição é também a melhor amiga de Carol, Anita Boaventura, de 17 anos. As duas se conheceram em um curso de formação holística, se identificaram na vida e na música, e nunca mais saíram de perto uma da outra. As duas se falam todos os dias. Até cozinham juntas. A quatro mãos, a dupla escreveu Mundo imperfeito e Eu me derreto. Anita descreve Carol como uma pessoa sensível e leal. “Toda vez que ela toca alguma música, eu me arrepio porque descreve o que eu sinto. Ela consegue transformar sentimentos complexos em palavras simples”, conclui a amiga.

Para saber mais


No idioma havaiano, ukulele quer dizer “pulga saltitante”, por causa do movimento das mãos de quem o toca. Já na interpretação da última monarca do Havaí, a rainha Lydia, significa “presente que veio de muito longe”. Bastante utilizado na música popular norte-americana, o ukelele é uma espécie de cavaquinho. Carol, que também sabe tocar violão e violino, aprendeu o instrumento sozinha, com a ajuda da mãe e da internet. “Eu me identifiquei com o Ukulele. Achei que tinha um som muito bonito e decidi me dedicar a aprender”. Segundo ela, o instrumento dá a liberdade que ela precisa para compôr e se encaixa em qualquer tom que sua voz consegue alcançar.

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