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Correio Braziliense

PM acusado de agredir paciente no Hospital de Base começa trabalho interno

Ele foi transferido para a área administrativa da corporação até que o processo aberto na Corregedoria seja finalizado


postado em 13/07/2018 16:24 / atualizado em 13/07/2018 16:36

Paciente foi agredido em 7 de julho, enquanto aguardava atendimento no Hospital de Base(foto: Reprodução)
Paciente foi agredido em 7 de julho, enquanto aguardava atendimento no Hospital de Base (foto: Reprodução)
O soldado da Polícia Militar flagrado agredindo um paciente que esperava atendimento no Hospital de Base foi transferido para o serviço interno da corporação. Ele trabalhará na área administrativa até que todo o processo na Corregedoria seja finalizado.
 
De acordo com informações da PMDF, o soldado — que não teve a identidade revelada — não era lotado no hospital. No dia da agressão, em 7 de julho, ele havia sido remanejado do serviço de patrulhamento do 1º Batalhão da Polícia Militar (Asa Sul) para o Base.
 
A vítima é Aldinei José Ferreira da Silva, 41 anos. O vídeo mostra o homem levando um tapa no rosto. À época, a assessoria do Instituto Hospital de Base alegou que o paciente estava alterado e teve de ser contido pelo militar. A PM não confirmou a versão da unidade de saúde. 
 
Em entrevista ao Correio, Aldinei contou que sofreu um acidente de moto e teve de ir até a unidade do Corpo de Bombeiros de São Sebastião, localizado próximo ao local onde ele mora. Após o início do deslocamento até o Hospital de Base, a viatura teria desviado o trajeto para dar uma carona a um policial militar que ia para a Rodoviária do Plano Piloto. 
 
Ao questionar a mudança na viagem, um dos bombeiros teria sido ríspido com Aldinei. No hospital, ele questinou a atitude dos militares outra vez. "Não estava dirigindo a palavra ao policial militar, mas ele já veio agressivo para tirar satisfação comigo. Fiquei calado", garantiu.
 
Uma fonte contou ao Correio, sob a condição de anonimato, que o policial militar está muito abalado com toda a situação. "Ele disse que o vídeo não mostra tudo o que ocorreu antes do tapa. Mas é claro que ele não estava certo, mesmo que provocado, não poderia ter agido daquela maneira", afirmou. 
 
 

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