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Correio Braziliense

Rollemberg decreta três dias de luto pela morte do jornalista Ari Cunha

Aos 91 anos, Ari Cunha morreu em Brasília. Velório e sepultamento do colunista e vice-presidente institucional do Correio deve ocorrer nesta quarta-feira


postado em 31/07/2018 10:28 / atualizado em 31/07/2018 22:18

(foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press - 9/8/10)
(foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press - 9/8/10)

 
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, lamentou a morte do jornalista e colunista Ari Cunha. O líder do Executivo local decretou luto oficial de três dias, em memória ao vice-presidente institucional do Correio Braziliense. Ele morreu durante a madrugada desta terça-feira (31/7), aos 91 anos. O velório está previsto para a manhã desta quarta-feira (1°/8) e o sepultamento, para as 17h, no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul.

Rollemberg destacou, em nota à imprensa, que Brasília perdeu uma de suas maiores expressões. "Jornalista, pioneiro, Ari Cunha confunde-se com a história de Brasília. Chegou aqui cedo e construiu-se como profissional e ser humano com a própria construção da cidade. Ainda menino aprendi, com a leitura diária de sua coluna por meu pai, que a política é o caminho para ajudarmos as pessoas", lamentou.

Ari Cunha tornou-se obrigatório nas vidas de pioneiros, segundo o governador. "Quem quiser escrever sobre a história da cidade certamente se inspirará nas suas colunas para refletir, com exatidão, sobre a nossa vida política, econômica e social. Meus pêsames à família e nossas orações neste momento tão difícil na vida de todos nós", concluiu o governador. 

Ver galeria . 15 Fotos Vice-diretor Presidente dos Diários Associados, Ari CunhaIano Andrade/CB/D.A Press
Vice-diretor Presidente dos Diários Associados, Ari Cunha (foto: Iano Andrade/CB/D.A Press )

Amor ao jornalismo

Filho de Eva e Raimundo Gomes de Pontes Cunha, José de Arimathéa Gomes Cunha nasceu em 22 de julho de 1927, na cidade cearense de Mondubim. Ele descobriu ainda criança a habilidade para a escrita e para a notícia. Aos 16 anos, em 1944, foi contratado como revisor da Gazeta de Notícias, de Fortaleza, e, depois, trabalhou no jornal Estado.
 
A bordo de um navio, deixou a Região Nordeste em 1948 em direção ao Rio de Janeiro, onde começou carreira no Bureau Interestadual de Imprensa e no International News Service. Por muito tempo, escreveu a crônica política para vários jornais representados pelo escritório. Trabalhou com Carlos Lacerda, Joel Silveira, Heráclito Sales, Paula Job, Prudente de Moraes Neto, Etiene Arregui Filho, Irineu Sousa e outros destacados jornalistas da época.

Uma vez na Região Centro-Oeste, a ele foi incumbida a missão de vir a Brasília para estabelecer na nova capital o Correio Braziliense e a TV Brasília. Em 1981, Ari Cunha foi eleito condômino dos Diários Associados. Além da vida intensa na imprensa, ele investiu na vida pública. Em 1961, presidiu a Comissão de Incentivo à Iniciativa Privada, ligada diretamente ao gabinete do então prefeito de Brasília, Paulo de Tarso Santos, ao tempo de Jânio Quadros na Presidência da República. 

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