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Correio Braziliense

Jardim contará a história de Israel por meio de referências bíblicas

Denominado Jardim Bíblico, o espaço está sendo construído pela Embaixada de Israel no Jardim Botânico de Brasília


postado em 15/08/2018 06:00 / atualizado em 15/08/2018 12:44

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

A melhor forma de conservação de recursos genéticos da vegetação brasileira é manter as espécies no seu próprio ambiente. Isso o Jardim Botânico de Brasília faz com primor, proporcionando aos visitantes contato com a diversidade das espécies nativas do cerrado. Um novo espaço eleva essa experiência a um patamar secular. Denominado Jardim Bíblico, o local utiliza sete espécies de plantas e vários elementos artísticos e arquitetônicos para contar a história de Israel. O projeto paisagístico foi construído na Alameda das Nações e dos Estados e estará aberto ao público a partir de amanhã. Israel é o primeiro país a criar um espaço específico no Jardim Botânico.

O Jardim Bíblico é representado por sete espécies de árvores presentes na Bíblia — tamareiras, oliveiras, figueiras, romãzeiras, videiras, trigo e cevada —, todas nativas de Israel. O elemento água, de vital importância e escasso em algumas regiões desérticas, também está presente na concepção paisagística. Todas as plantas do jardim são irrigadas por gotejamento, uma avançada tecnologia israelense utilizada principalmente em lugares que sofrem com a escassez de água. Artistas de Israel também contam a história do país por meio de sete mosaicos, instalados em cubos ornamentados por folhas.

O projeto fica na Praça de Israel, primeiro empreendimento de um país na Alameda das Nações e dos Estados, localizado ao lado do recém-reformado anfiteatro.

A iniciativa faz parte do projeto paisagístico da alameda, concebida com a ideia de representar os cinco continentes por meio de sua biodiversidade e valores culturais. O espaço está aberto às iniciativas dos países, pois Brasília sedia as representações diplomáticas globais, mas coube a Israel o pioneirismo da “ocupação”.

“Esse é mais um espaço para o visitante usufruir do Jardim Botânico. É um local de contemplação, com muitos elementos, e que melhora, ainda mais, a qualidade do Jardim Botânico”, explicou diretor adjunto do espaço, Samuel Pinheiro Guimarães.
O projeto paisagístico foi realizado pela Embaixada de Israel em parceria com o Jardim Botânico, e teve início em novembro de 2017. A iniciativa é o reconhecimento de Israel por um dos locais mais festejados da capital, segundo Guimarães.

Projeto cultural

A praça de Israel — Jardim Bíblico é um projeto cultural e educacional, que celebra a amizade entre Brasil e Israel e marca a continuidade da relação especial de Israel com os brasileiros e o comprometimento com a população de Brasília, segundo o embaixador de Israel, Yossi Shelley. “Este projeto inspira educar valores fundamentais, como preservar o meio ambiente e a ligação com a natureza, assim como prestar respeito aos valores universais mútuos, expressos na Bíblia, e as nossas profundas ligações culturais com os brasileiros. Do mesmo jeito que as árvores criarão raízes e florescerão, esperamos, também, que cresça a relação entre nossos povos e nossas nações”, disse o embaixador.

A abertura oficial do Jardim Bíblico será amanhã, às 16h, com um show do percussionista e vocalista brasileiro radicado em Israel Joca Perpignam. A programação inclui também a apresentação de uma dança típica de Israel, que será realizada por um grupo de estudantes da Escola Classe do Jardim Botânico, e a interpretação dos hinos do Brasil e de Israel, feita por alunos do Centro de Ensino Fundamental nº 11, do Gama.

 

 

Simbolismo

Inaugurado em março de 1985, o Jardim Botânico de Brasília recebe, em média, 25 mil visitantes por mês. O espaço israelense enche os olhos pelo simbolismo de todos os elementos e vai ajudar a abrir o leque para efetivas ações de divulgação de outros países. “As embaixadas da Sérvia, Polônia e Omã já mostraram interesse em ocupar o espaço. É importante essa manifestação, porque o espaço está disponível para ser ocupado pelas diversas representações diplomáticas”, revela Samuel Guimarães.

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