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Correio Braziliense

Candidato ao Palácio do Buriti, Antônio Guillen promete governo socialista

Representante do PSTU, professor da rede pública do Distrito Federal aposta na participação social para comandar o Governo do Distrito Federal. Candidato defende intervenção à estatização


postado em 27/08/2018 17:10 / atualizado em 27/08/2018 17:10

Guillen mostrou-se contra o capitalismo:
Guillen mostrou-se contra o capitalismo: "o Estado tem que cuidar das pessoas", disse (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

Um dos 11 nomes no páreo pela chefia do Executivo local, Antônio Guillen (PSTU) foi entrevistado nesta segunda-feira (27/8) pelo programa CB.Poder, parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília, e bateu o martelo quanto à vontade de fazer um governo com a participação da sociedade. Segundo ele, a proposta do partido é "discutir com o povo a necessidade de se fazer uma rebelião para acabar com o sistema capitalista".

"Será um governo de enfrentamento, para questionar o Estado que, hoje, governa para os ricos. Portanto, é importante a ampla participação do povo. A história tem grandes exemplos de revoluções com caráter socialista, que de nível imediato, levaram a um aumento muito grande da qualidade de vida dos seus povos. Vamos governar com e para os trabalhadores e a sociedade como um todo. Eles que mandarão no governo", destacou o candidato. 
 
Durante a entrevista, Antônio Guillen posicionou-se contra as terceirizações. O professor comentou que, em caso de eleição, analisará os contratos de todas as empresas que prestam serviços ao governo. "Estamos vendo um sistema capitalista que por um lado aumenta o desemprego, precariza os serviços públicos e retira os direitos dos trabalhadores; e por outro lado concentra cada vez mais a renda na mão dos milionários. A terceirização, na nossa avaliação, é onde vai o grosso do orçamento que é roubado. Os contratos são superfaturados", analisou.

Uma saída apontada pelo candidato do PSTU seria uma intervenção à estatização. Na sua opinião, é o próprio governo que precisa controlar serviços como transporte, educação e saúde. "A nossa proposta é que o Estado intervenha fortemente. Não pensamos em fazer um governo baseado em negociatas com empresas ou deputados. O sistema capitalista atual transforma tudo em mercadoria. Hoje, existe uma farra com o dinheiro público. No momento em que a população vir a auditoria das contas públicas, vai se mobilizar e defender a estatização junto com a gente", comentou.

Antônio Guillen é mestre em história e professor da rede pública do Distrito Federal. Militante político desde os anos 1980, formou-se na Universidade de Brasília (UnB) e integra o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro). Ao assumir a candidatura, disse defender a "revolução socialista". Em 2014, foi candidato a vice-governador, formando chapa com Toninho do PSol.

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