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Correio Braziliense

Nasa divulga imagens de eclipse captadas por estudantes e astrônomos do DF

O registro, inédito, foi feito em 360 graus, com material do Clube de Astronomia de Brasília e de alunos da Universidade de Brasília (UnB)


postado em 27/08/2018 20:10 / atualizado em 27/08/2018 20:11

(foto: Divulgação/Nasa)
(foto: Divulgação/Nasa)
Integrantes do projeto Kuaray, da Universidade de Brasília (UnB) e do Clube de Astronomia de Brasília, ganharam grande destaque nesta segunda-feira (27/8) ao terem a filmagem de um eclipse solar divulgada pela Agência Espacial Americana (Nasa). As imagens foram captadas em 360 graus por um balão estratosférico da equipe.

Os alunos foram pioneiros e os únicos a realizarem a filmagem em 360 graus do fenômeno, que ocorreu ano passado e ficou visível apenas nos Estados Unidos. O próximo ocorrerá novamente em 2024.  

A Nasa considerou o acontecimento como um dos mais bem fotografados. O registro mostra a sombra da Lua sendo projetada sobre a Terra. Diariamente, a agência escolhe uma imagem para compartilhar, e a foto dos meninos foi publicada na seção “Astronomy Picture of the Day”. 

O projeto surgiu da parceria do Clube de Astronomia com a UnB, alunos das várias engenharias, para aproveitar o eclipse do ano passado. O presidente do Clube de Astronomia, Augusto Ornellas, conta que a ideia era lançar um balão estratosférico para fazer a filmagem do fenômeno.
 
“Juntamos a nossa expertise com o pessoal da UnB, que já tinha trabalho com sensores e balões estratosféricos, e, durante dois anos, foram feitos testes na região de Padre Bernardo (GO). Enviamos equipe para os Estados Unidos, onde tínhamos parceria com a Universidade de Montana, patrocinada pela Nasa”, detalhou.

(foto: Reprodução/ Projeto Kuaray )
(foto: Reprodução/ Projeto Kuaray )
A missão ocorreu em 21 de agosto de 2017, no estado norte-americano de Idaho. O balão subiu cerca de 30km, a 100 mil pés de altura e a subida durou aproximadamente uma hora. Ao chegar no ápice de altura, o balão explode e cai. Foi o que aconteceu com o LAICAnSAT, como é chamado. A equipe o encontrou a mais ou menos 60km do local de onde foi lançado. Ele estava equipado com sensores de altitude, temperatura, pressão atmosférica e localizador GPS, todos produzidos em Brasília. 

De acordo com Augusto, a missão em si acabou, porém a UnB continua a aperfeiçoar os sensores e um filme está sendo finalizado para que seja distribuído e reproduzido em planetários. 

“Somos caçadores de eclipses e o próximo passo será na Argentina, em 2 de julho de 2019, onde ocorrerá um eclipse total do Sol, próximo à cidade de Mendonza. E o outro, em 2020, na Patagônia. Já temos as passagens compradas e hotéis reservados”, conta o presidente. 
 
* Estagiária sob supervisão de Mariana Niederauer 

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