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Correio Braziliense

Polícia prende último suspeito de matar jovem em guerra de gangues

Mateus ítalo Barbosa de Oliveira confessou participação no crime contra o jovem Cristian Henrique, assassinado na frente da irmã, em Ceilândia. A rixa entre os grupos também ocasionou a morte de Maria Eduarda, de 5 anos


postado em 27/08/2018 23:01 / atualizado em 27/08/2018 23:22

A 24ª DP é responsável pelas prisões(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
A 24ª DP é responsável pelas prisões (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

Está preso o último suspeito de matar o adolescente Cristian Henrique Nogueira de Lima, 17 anos, na QNO 17, em Ceilândia, na frente da irmã, de 12 anos. Mateus ítalo Babosa de Oliveira, 21, estava foragido desde o dia do crime, em 20 de maio deste ano, e confessou a participação aos policiais da 24ª DP (Setor O), responsável pelo caso. 

O assassinato foi motivado por uma guerra de gangues que acarretou também a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Amorim, 5, atingida por tiros dentro da própria casa. "Tudo começou quando dois menores de uma das gangues fugiram do sistema socioeducativo e reacenderam a disputa", afirmou o delegado-chefe da 24ª DP, Ricardo Viana. 

Mateus foi preso na QNO 19, saindo de uma casa. Ele confessou que, junto a um outro membro de uma gangue da QNO 18, foi até o campo sintético onde Cristian jogava bola e atiraram quatro vezes contra ele. A vítima não tinha qualquer relação com os grupos. 

O crime provocou a gangue rival, que compareceu o dia seguinte à QNO 18, à procura de um dos irmãos da vítima. O carro se aproximou do portão da casa e foram disparados 15 tiros. Maria Eduarda, que estava buscando milho de pipoca para a tia, recebeu um tiro nas costas e outro na nuca, enquanto outro irmão dela, Marcos André Rodrigues de Amorim, 19, foi alvejado na perna. Os dois foram levados para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Ele sobreviveu, mas ela não resistiu aos ferimentos. 

Ao todo, dois adultos e três adolescentes foram identificados e detidos. "Agora, com a prisão dos cinco envolvidos, consideramos o caso encerrado", concluiu Viana. 

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