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Correio Braziliense

"Vamos implantar o SUS real no DF", promete Fátima Sousa, do Psol

Durante debate com candidatos ao GDF promovido pelo Correio, a enfermeira sanitarista criticou a saúde no governo Rollemberg, criticou a privatização do Hospital de Base e defendeu Lula


postado em 28/08/2018 21:34 / atualizado em 29/08/2018 11:37

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

A candidata pelo Psol ao governo do Distrito Federal, Fátima Sousa, procurou se apresentar como a verdadeira representante da nova política na corrida ao Buriti, durante o debate promovido pelo Correio e pela TV Brasília nesta terça-feira (28/8). "O novo aqui sou eu", disse a professora da UnB, acrescentando que seu partido nunca governou Brasília.

Enfermeira sanitarista, Fátima abordou o tema da saúde sempre que pôde. Condenou a privatização do Hospital de Base, criticou a gestão do governador Rodrigo Rollemberg no setor e afirmou que, se eleita, aumentará o número de agentes comunitários de saúde, lembrando que foi uma das responsáveis por implementar nacionalmente o programa Saúde da Família. "Vamos implantar o SUS real no DF", prometeu.

Por duas ocasiões, fez questão de se dizer diferente da candidata pelo Pros, Eliana Pedrosa — quando comentou que a família da adversária é dona de empresas com contratos com o GDF e, depois, quando ressaltou que Eliana já fez parte do GDF (secretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda entre 2007 e 2009). Ainda dirigiu criticas a quase todos os outros candidatos presentes, poupando apenas o petista Júlio Miragaya, com o qual fez coro na defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Veja a seguir os principais momentos de Fátima no debate.
 
Ver galeria . 15 Fotos Sete dos 11 candidatos ao Buriti participaram do debate promovido pelo Correio BrazilienseMinervino Junior/CB/DA Press
Sete dos 11 candidatos ao Buriti participaram do debate promovido pelo Correio Braziliense (foto: Minervino Junior/CB/DA Press )
 

Saúde no governo Rollemberg

"O governador ainda não teve coragem de fazer uma prestação de contas, dizendo que, de fato, errou nessa área. Ele sempre traz (como referência) o Hospital da Criança, mas todos nós sabemos que esse hospital nasceu com outra natureza. Ele não pode colocar o Hospital da Criança como uma ilha de excelência, achando que no restante do DF existe saúde, pois não existe. Agora, no final do mandato, ele resolve implementar a estratégia Saúde da Família, que conheço, porque implantei no Brasil inteiro porque fui gerente nacional do Progarama de Agentes Comunitários de Saúde."


Privatização da saúde

"A privatização do Hospital de Base é um projeto (que busca) mostrar que as unidades de saúde não funcionam e, por aí, fazer a privatização. Sou terminantemente contra qualquer privatização, porque é entregar ao setor privado a responsabilidade constitucional que os governos têm. Se a população do DF confiar em mim, vamos implantar o SUS real no DF, com agentes comunitários de saúde."

Direito das mulheres

"(Meus oponentes) falam do cuidado com as mulheres, apresentam estatísticas (sobre violência contra as mulheres), mas vão ao Congresso Nacional e votam a Emenda Constitucional nº 95 (PEC do teto dos gastos), que diminuiu os recursos. Eles não têm moral para chegar aqui e dizer que vão cuidar das mulheres. Se alguém vai cuidar das mulheres sou eu e uma assistente social de verdade, (a vice na chapa) Keka Bagno."  

Transporte público

"Eliana Pedrosa prometeu o VLT (veículo leve sobre trilhos) saindo da Asa Norte e indo até Planaltina e Sobradinho. O VLT não vai subir a serra de Sobradinho e Planaltina. Consultamos professores da UnB, do Ipea, da Enap, os movimentos sociais, para apresentar um plano de governo viável. O transporte público hoje é de fato um problema sério em Brasília. A população foi crescendo e não houve uma política pública, senão ações espasmódicas de um governo ou outro que entra. Rollemberg prometeu concluir o metrô da Asa Norte e não fez. A população não está acreditando mais nesse tipo de proposta."

Lula

"Sou a favor da Lei da Ficha Limpa, mas a posição do meu partido é defender Lula em liberdade para que ele possa prestar contas à sociedade sobre os grandes acertos e erros do seu governo. Juristas da direita e da esquerda têm colocado dúvidas sobre o processo de Lula. Não sou eu quem estou dizendo. Juristas de todos os campos (dizem que) não há provas. Ele está sendo julgado de maneira política e de forma muito rápida em relação a outros. A Justiça tem que ser para todos. O Brasil e o mundo inteiro sabem que Lula está sendo injustiçado. Estão tirando de Lula o direito de ser candidato, de ir às ruas, de provar sua inocência, de deixar que o povo faça seu julgamento real. A Justiça não pode ser política, tem que fazer o seu papel, que é cumprir a Constituição. Estão tirando o direito de Lula de ser candidato e de ser legitimado nas urnas. Até porque as pesquisas mostram que ele venceria no primeiro turno."

Relação com o empresariado

"Sou uma gestora pública a serviço da população, do bem público, e não do empresariado. Os empresários sentarão à mesa do nosso governo como parceiros, e tenho certeza de que o setor produtivo desta cidade (fará isso) de forma tranquila, porque nosso governo será dialógico, em cima das reais necessidades da população, e não dos interesses de empresas privadas de nenhum candidato."


Currículo

"Tenho orgulho de ser professora da UnB, enfermeira, nordestina, que ajudou a implantar o maior programa de saúde pública deste país (Saúde da Família) e que por isso foi premiada pela Unesco."


Programa de governo

"Temos propostas. Nosso programa de governo tem cinco grandes eixos, construídos pela sociedade civil, sendo três eixos estruturantes: saúde, segurança e educação. (Vamos) cuidar das pessoas, desde o parto humanizado até o envelhecimento saudável. A economia (deve ser) a serviço da sociedade, convocando o setor produtivo para apoiar o crescimento desta cidade, e não para usufruir dos bens que a sociedade produz. O povo governa."
 
 

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