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Correio Braziliense

'Reajuste não pode ser pauta de campanha', diz Alexandre Guerra

Candidato do partido Novo ao GDF participou nesta quarta-feira (29/8) do CB.Poder


postado em 29/08/2018 17:23 / atualizado em 29/08/2018 17:25

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Alexandre Guerra, candidato do partido Novo ao Buriti, foi o convidado desta quarta-feira (29/8) do programa CB.Poder — uma parceria do Correio com a TV Brasília. No programa, o empresário e advogado disse que o reajuste para servidores públicos não pode ser uma pauta de campanha e atacou outros candidatos que, durante a campanha eleitoral, se comprometaram a conceder o aumento. Entre eles, Rogério Rosso (PSD), Ibaneis Rocha (MDB) e Alberto Fraga (DEM).

"Isso é promessa demagógica. Esses candidatos não sabem o orçamento para ficar prometendo. O único que tem acesso ao orçamento é o Rodrigo Rollemberg, que não fez essa promessa. Talvez por que tenha alguma consciência na sua cabeça. Agora, os outros candidatos estão fazendo promessa atrás de promessa sem o mínimo de conhecimento do que estão falando. Isso é demagogia", disparou Guerra.

Segundo o candidato, apesar de a discussão sobre o reajuste ser legítima, a prioridade de seu eventual governo será a população mais vulnerável, sobretudo os desempregados. "Grande parte da população não é servidor. E como ficam os 75% que estão aí batalhando? Como ficam os 315 mil desempregados em relação a isso?", disse. "Quem está vulnerável hoje no Distrito Federal não é prioritariamente o servidor. Mas, sim, os 315 mil desempregados e os milhares de trabalhadores que se esforçam para ganhar um salário mínimo e que são muito tributados", acrescentou.

Ainda na parte econômica, o candidato defendeu um Estado mais enxuto — que "não custe o que custa sem gerar nenhum retorno para a sociedade" — e elencou algumas medidas que pretende adotar para alavancar a economia local. A curto prazo, Guerra defendeu o "destravamento do setor de infraestrutura e construção civil". A longo prazo, afirmou ser necessário "entender quais são as vocações do DF". "O que o DF pode ser diferente de todos os outros estados do Brasil?", indagou para, em seguida, citar o setor de tecnologia e a vocação para o turismo e o setor de comércio como exemplos.

Cadeira de rodas

Guerra chamou a atenção dos espectadores e até da equipe da TV Brasília ao chegar aos estúdios em uma cadeira de rodas. De acordo com ele, a ação foi sugerida pela candidata a deputada distrital Andrea Quadros (Novo), que teria uma filha deficiente. "Ela me pediu para viver na pele durante um dia as dificuldades que a gente tem no nosso cotidiano em relação a acessibilidade. É muito difícil ter um dia normal e conseguir passar esse dia com independência", explicou. Quando perguntado se a atitude não poderia parecer apelativa, Guerra negou e disse que "não pretendia ter em um dia a real compreensão de quem vive anos com a limitação": "Mas mudou a minha compreensão".

O candidato também questionou o fato de não ter sido convidado para participar do debate promovido pelo Correio e pela TV Brasília nessa terça-feira. Cabe destacar que o encontro contou com a presença de todos os políticos filiados a partidos com pelo menos cinco representantes no Congresso. Essa é uma determinação da Lei nº 13.488/2017, sancionada em 6 de outubro do ano passado, e mais conhecida como a minirreforma eleitoral. A regra vale para a transmissão de debates por emissoras de rádio ou televisão. 
 

Confira a entrevista na íntegra:

 

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