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Correio Braziliense

Graças a vaquinha virtual, jovem espancado é transferido para São Paulo

Jelder Eric de Sousa Lourenço, 25 anos, estava internado na UTI do Hospital de Base desde o início do mês


postado em 30/08/2018 15:54 / atualizado em 03/09/2018 17:16

Jelder foi encontrado com sinais de espancamento no Setor de Clubes Sul(foto: Reprodução/Arquivo pessoal)
Jelder foi encontrado com sinais de espancamento no Setor de Clubes Sul (foto: Reprodução/Arquivo pessoal)
Após mais de três semanas internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital de Base do DF, Jelder Eric de Sousa Lourenço, 25 anos, brutalmente espancado no início do mês, concluirá o tratamento em São José do Rio Preto (SP). Na quarta-feira (29/8), os pais do sociólogo decidiram levá-lo para um hospital do município paulista, que fica a cerca de 80km da cidade-natal de Jelder, Macaubal. 

Para transportá-lo até São Paulo, a família do rapaz recorreu a uma UTI aérea, contratada graças ao dinheiro arrecadado por meio de uma vaquinha virtual organizada por amigos e parentes. A campanha on-line juntou pouco mais de R$ 45 mil.

Um dia após Jelder ter sido encontrado por funcionários da Associação dos Servidores do Senado Federal (Assefe), próximo à Ponte Honestino Guimarães, no Setor de Clubes Sul, em 6 de agosto, os pais do jovem saíram às pressas de Macaubal para acompanhar o estado de saúde do filho, que morava sozinho em um apartamento do Bloco H da 712 Norte. Ao retornar para São Paulo, eles querem, além de retomar a rotina, deixar Jelder mais perto da família.

 
Cirurgia de reconstituição 

De acordo com pessoas próximas ao jovem, ele não corre risco de morte e aparenta não ter sequelas no cérebro. Jelder também demonstra emoções e consegue reconhecer os pais e amigos. No entanto, o rapaz ainda não consegue falar. No espancamento, ele teve a mandíbula e alguns dentes quebrados e precisará fazer uma cirurgia para recuperar o movimento da boca.

Jelder chegou a ficar duas semanas desacordado no Hospital de Base. A maior parte das agressões aconteceu na cabeça e no rosto do jovem. Ele sofreu traumatismo crânioencefálico e um trauma na face. Desde o dia que ele acordou, por orientações médicas, a família ainda não tocou no assunto do espancamento com ele.

A 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) está responsável pelas investigações, mas ainda não identificou os responsáveis pelo crime brutal.

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