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Correio Braziliense

No primeiro dia de campanha em TV e rádio, candidatos usam táticas diversas

No primeiro dia da propaganda gratuita, candidatos ao Executivo local usam táticas diferentes para conquistar o eleitor no Distrito Federal. As estratégias exploram vínculos familiares, histórico na cidade e críticas aos adversários no pleito


postado em 01/09/2018 07:00 / atualizado em 31/08/2018 22:58

Ver galeria . 10 Fotos Guillen, do PSTUDivulgação
Guillen, do PSTU (foto: Divulgação )

 
A campanha chegou à casa do brasiliense. Os candidatos ao GDF iniciaram, ontem, as aparições na tevê e no rádio no horário reservado à propaganda gratuita. A maioria dedicou os primeiros minutos de contato com a população à apresentação de feitos e históricos, conforme a tradição. No modelo de abordagem, valeu de tudo: espaço para familiares, imagens do corpo a corpo e, até mesmo, repente. Nos próximos 33 dias, as transmissões tendem a ser mais propositivas e críticas.

Alberto Fraga (DEM) optou pela informalidade. Enquanto, ao fundo, uma música inspirada na canção Faroeste Caboclo, da Legião Urbana, narrava a trajetória e as ações do candidato na Câmara dos Deputados e na Secretaria de Transporte do DF, com colagens de fotos. No vídeo, o candidato relembra a época em que comandou o Batalhão da Polícia Militar de Ceilândia — a cidade está entre os maiores colégios eleitorais do DF. Fez menção, ainda, às principais bandeiras. “Quando queriam o cidadão rendido e o bandido de arma na mão, na votação contra o desarmamento, nosso Fraga liderou a reação”, destaca o repente.

O advogado Ibaneis Rocha (MDB) estreou como “o cara que, sem medo, de peito aberto, decide enfrentar os poderosos políticos de sempre”, enquanto aparecia, em gravação de arquivo, com um adesivo do ex-vice-governador e candidato a deputado federal Tadeu Filippelli (MDB) no peito. O segundo vídeo apontou que, “entra eleição, sai eleição, são sempre os mesmos políticos profissionais; sempre as mesmas figurinhas repetidas”. Além disso, figuras mostravam os rostos de Rogério Rosso (PSD), Alberto Fraga (DEM), Eliana Pedrosa (Pros) e Rodrigo Rollemberg (PSB). “Mudar a história desta política de sempre está na sua mão”, emenda.

Rosso, que integra o partido do vice-governador Renato Santana, foi o único a partir para o ataque. Na primeira aparição, o parlamentar emendou críticas à atual gestão e afirmou que, no DF, “emprego, transporte, educação, segurança e saúde estão em estado de calamidade pública”. Na contramão dos demais concorrentes, o ex-governador não explorou o próprio histórico, limitando-se a dizer que vive em Brasília há 48 anos.

Rollemberg, candidato à reeleição, usou o espaço para destacar feitos da gestão e reforçar o discurso de combate à corrupção. “Com a experiência que a gente tem, com o conhecimento que a gente tem, da máquina e das pessoas que podem nos ajudar a governar, teremos condições de fazer muito mais por Brasília”, diz, em um trecho. 

Eliana Pedrosa optou por dar um tom familiar à primeira participação no horário eleitoral — as gravações ocorreram na casa da ex-distrital. Nas telas, deu voz à filha e à mãe. Os netos também aparecem. A candidata destacou a importância da experiência como matriarca. “Quando a gente é mãe ou pai, seu ego fica menor e você enxerga mais. Começa a enxergar o mundo mais amplo. A sua responsabilidade, que vai muito além da sua casa”, alegou.

Fator Lula

Na primeira aparição no vídeo petista veiculado à tarde, o estreante Júlio Miragaya aparece, em caminhada ao lado de aliados, com uma blusa que estampa a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os dizeres: “Eleições sem Lula é fraude”. Ao fim do vídeo, ele e a vice da chapa, a agricultora familiar Cláudia Farinha, afirmam ser “Lula Livre” — as investidas visam atrair o eleitorado do ex-chefe do Palácio do Planalto, líder em pesquisas e preso na Operação Lava-Jato.

A professora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB) Fátima Sousa (PSol) tem a imagem estampada em uma embalagem de medicamento, ao lado da vice Keka Bagno, o qual combateria a hipocrisia e má gestão. “Brasília tem remédio”, narra o vídeo. Com oito segundos, a propaganda do apadrinhado político do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Chagas (PRP), fez um apelo. “Não anule o voto. Não vote em branco. Decida. 44. General Paulo Chagas, governador”. 

Em 4 segundos, Guillen (PSTU) pediu apoio nas urnas: “Para governador, vote Guillen, 16”. Com o mesmo tempo, Alexandre Guerra (Novo) foi suscinto: “Isso aí é tudo mentira. Tá cansado? Faz diferente. Vem comigo”, disse. Renan Rosa (PCO) não apareceu nas telas — a reportagem não conseguiu contato com o candidato para saber o motivo.

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