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Correio Braziliense

Brasilienses e turistas aplaudem o hino nacional durante o 7 de Setembro

Um dia depois do atentado contra o candidato a presidência Jair Bolsonaro (PSL), alguns estampavam camisas em apoio ao presidenciável


postado em 07/09/2018 09:20 / atualizado em 07/09/2018 09:23

Rose Soares madrugou para conseguir um lugar e assistir ao filho, recruta dos fuzileiros navais, desfilar pela primeira vez(foto: Isa Stacciarini/CB/D.A Press)
Rose Soares madrugou para conseguir um lugar e assistir ao filho, recruta dos fuzileiros navais, desfilar pela primeira vez (foto: Isa Stacciarini/CB/D.A Press)
Famílias inteiras com crianças, idosos e amigos acordaram cedo para assistir ao desfile da independência. Moradores de vários lugares do Distrito Federal e turistas de várias partes do país se reuniram nas arquibancadas montadas na Esplanada dos Ministérios para acompanhar a celebração.

Na hora do hino nacional, tocado às 9h, o público se levantou, hasteou a bandeira e aplaudiu o canto ao fim. No anúncio do nome do presidente Michel Temer (MDB), por outro lado, vaias e palmas se misturaram na arquibancada.

Um dia depois do atentado contra o candidato a presidência Jair Bolsonaro (PSL), alguns estampavam camisas em apoio ao presidenciável. A maioria criticava a ação. "Estamos vivendo um momento de desequilíbrio. De não aceitar o diferente. Vivemos um país de independência em que as pessoas se unem em prol da Copa do Mundo, mas não lutam pelos direitos", contou a corretora Rose Soares, 40 anos, que pela primeira vez compareceu ao desfile para assistir ao filho, recruta dos fuzileiros navais Francisco Mateus Soares Moura, 19 anos.

Do lado de fora, o público enfrenta filas para acessar as arquibancadas mesmo com o início do desfile. Nas arquibancadas, a maioria tenta se esquivar do sol com guarda-chuva, panfletos ou bandeiras na cabeça.

A dona de casa Rosa Costa, 29 anos, saiu de casa na Asa Sul com o marido e os dois filhos de 1 e 7 anos, mas enfrentaram dificuldade para acessar às arquibancadas. "Está muito cheio, não tem lugar para todo mundo, as pessoas são muito mal educadas, ficam na frente uma das outras, e as crianças querem ver ao desfile. É frustrante. Vamos voltar para casa", lamentou.

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