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Correio Braziliense

Seca e calor devem colocar o DF em estado de alerta nesta segunda-feira

Expectativa do Inmet é que umidade relativa do ar volte a descer ao nível de 15%, o que levará o órgão a emitir estado de alerta. Máxima deve ser de 29ºC


postado em 10/09/2018 06:00 / atualizado em 10/09/2018 07:54

Banhistas e praticantes de esportes náuticos procuraram o Lago Paranoá no domingo para amenizar o calor(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Banhistas e praticantes de esportes náuticos procuraram o Lago Paranoá no domingo para amenizar o calor (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Não há previsão para o fim da estiagem. O tempo vai continuar quente e seco durante toda a semana. A umidade relativa do ar, que ontem chegou a 15%, pode cair ainda mais e chegar aos críticos 10%. A previsão de mínima para hoje são os mesmos 15% nas horas mais quentes do dia, quando os termômetros vão marcar até 29ºC, assim como no domingo.
 
Com esse quadro, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acredita que será necessário emitir estado de alerta para baixa umidade relativa do ar até o fim desta tarde. Nesta segunda-feira (10/9), o céu deve permanecer de claro a parcialmente nublado com névoa seca. Durante a madrugada, os termômetros registraram mínima de 14°C.    

Durante a semana, a temperatura deve ultrapassar os 30ºC. Também se mantém a grande variação térmica, com tardes muitos quentes e madrugadas frias, com temperaturas até 11ºC, como na semana passada. “A massa de ar seco que está em Brasília é a responsável por provocar temperaturas mais amenas pela madrugada, pela ausência de nuvens. Contudo, quando chega a tarde, entre 14h e 16h, ocorre o momento mais quente do dia, com a queda na umidade”, explicou o meteorologista Emanuel Rangel, do Inmet.

O período sem chuva leva muita gente a praticar atividades físicas ao ar livre. Ontem, as áreas públicas ficaram lotadas, em especial, os parques. A estudante Ana Luiza Fernandes, 26 anos, e o marido Pedro Maciel, 34, servidor público, escolheram o Parque da Cidade, onde fizeram uma caminhada sob o sol das 12h. “Para nós, fazer atividade ao ar livre é uma forma de lazer. Então, a temperatura mais alta não nos fez querer ficar em casa ou buscar outra opção para o domingo. E, claro, no fim, nada melhor do que uma água de coco para refrescar”, afirmou a moradora da Asa Norte.

Mulher toma sol em cadeira armada em campo de fescobol, no Parque(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Mulher toma sol em cadeira armada em campo de fescobol, no Parque (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)


Muita gente preferiu o refresco das águas do Lago Paranoá. A pista que dá acesso ao lago pela Ermida Dom Bosco, no Lago Sul, teve até engarrafamento de carros de banhistas. A estudante de enfermagem Emily Adriele Silva, 22, e os amigos, todos do Riacho Fundo 2, tiveram dificuldades para encontrar um lugar à sombra para se instalarem com as cangas e caixas de comidas e bebidas. Eles chegaram às 11h e logo deram início a um piquenique, com direito a galinhada, sanduíche natural, água, refrigerante e frutas. “Viemos à Ermida por ser um local seguro. Sem praia em Brasília, ao menos temos o Lago (Paranoá) para nos refrescarmos”, comentou a jovem.

Menino recorreu a um dos chuveiros do Parque da Cidade(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Menino recorreu a um dos chuveiros do Parque da Cidade (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
A cozinheira Maria da Glória Rodrigues, 35 anos, decidiu ir à Ermida pela primeira vez, com o filho, João Gabriel Rodrigues, 1 ano. Após tomar os cuidados com a pele, passando o protetor solar, eles entraram na água. “É bem fria, então, deu para melhorar a sensação de calor. O ambiente é ótimo, porque é aberto e proporciona momentos de descontração”, elogiou a moradora de Samambaia.

Queimadas

A época de seca também favorece os incêndios florestais. Mas, por enquanto, 2018 registra menos queimadas do que o ano passado. Em um comparativo entre agosto de 2017 e deste ano, os números mostram uma queda de quase 67% (veja quadro) nos chamados e nas áreas afetadas pelas chamas. A mudança pode estar relacionada às chuvas que ocorreram em agosto. “A hipótese para aredução em agosto é a chuva fora de época que ocorreu neste ano”, observou o major Gildomar Reis, chefe da Comunicação do Corpo de Bombeiros.

Em 2017, a corporação recebeu 3 mil chamados e anotou 6.632 hectares de mata atingidos pelo fogo. Neste ano, ela registrou pouco mais de mil ligações e 2.484 hectares queimados. “Apesar da redução, devem-se manter os cuidados para evitar esse tipo de ocorrência. Nas áreas rurais é preciso uma atenção maior, para que o fogo que atinge a mata não chegue até as residências. Por isso, é importante retirar a vegetação ou realizar a pavimentação perto das casas”, ressaltou o major.



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