Publicidade

Correio Braziliense

Candidato do PCO ao GDF, Renan Rosa defende reajuste sem aumento de imposto

Bancário defende governo administrado pelos trabalhadores e não encara vitória no pleito como uma possibilidade alcançável


postado em 10/09/2018 18:30 / atualizado em 10/09/2018 19:36

Renan Rosa, candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao Governo do Distrito Federal(foto: Arthur Menescal/CB/D.A Press)
Renan Rosa, candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao Governo do Distrito Federal (foto: Arthur Menescal/CB/D.A Press)

 
Candidato ao Buriti pela primeira vez, Renan Rosa (PCO) concedeu entrevista ao programa CB.Poder — parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília — nesta segunda-feira (10/9). Postulante ao cargo em uma chapa puro-sangue, o bancário avaliou como "pouco provável" a vitória nestas eleições e defendeu a organização de um governo encabeçado pelos próprios trabalhadores. “Nossa política tem relação com a mobilização popular. Em um eventual governo, os trabalhadores é que definiriam como seria administrado 100% da verba do GDF”, declarou.

Renan também considera viável o pagamento de reajuste dos servidores do Distrito Federal sem o aumento de impostos. “Acho absolutamente possível atender às reivindicações dos trabalhadores, porque o Brasil é um país riquíssimo. O problema é a maneira que esses recursos são utilizados”, avaliou. Para ele, a falta de reajustes decorre do uso inapropriado dos fundos da União. “Brasília está diretamente ligada a esses recursos. A cidade está indo para o buraco e isso só pode ser revertido se a população se mobilizar para exigir (uma mudança)”, completou.

Impugnação partidária

 
Após a impugnação da chapa do PCO pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), os quatro segundos de propaganda do partido não foram usados pelo candidato. Renan mencionou que a campanha tem focado no cenário nacional e se sustentado com arrecadações de contribuintes da sigla. “Não é que estejamos zerados, mas os recursos são bem parcos. Nada que dê para rivalizar com grandes campanhas. Enquanto isso, temos ido a rádios comunitárias, nos espaços que se abrem para nós, e feito mini-comícios”, detalhou o postulante ao Buriti. 
 
Questionado sobre a situação da saúde no DF e a criação do Instituto Hospital de Base, Renan defendeu que o setor deve ser totalmente gerido pelo Estado e que os usuários e funcionários do Sistema Único de Saúde (SUS) devem ser responsáveis pela administração dos hospitais e centros de saúde. “Saúde não é comércio. Ela tem de ser 100% estatal. O SUS é o maior instrumento da população brasileira. Não se pode simplesmente ter verbas para a saúde privada, como vemos com repasses, através do SUS, de isenções nas diversas formas que existem. Achamos que a estatização é uma questão colocada”, comentou Renan.
 
Nesta segunda, pouco depois da entrevista do programa, a Justiça negou o registro de candidatos do partido no DF. Cabe recurso da decisão.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade