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Correio Braziliense

Vídeo: distrital é acusado de sacar arma em confusão no Hospital de Base

Wellington Luiz (MDB) nega ter sacado a arma, mas, em depoimento à polícia, envolvidos afirmam que o distrital apontou o revólver como ameaça


postado em 10/09/2018 20:19 / atualizado em 10/09/2018 20:28

Uma briga entre o deputado distrital Wellington Luiz (MDB) e seguranças do Hospital de Base, dentro da unidade de saúde, está sendo investigada pela 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). O parlamentar, que também é policial civil, chegou a mostrar um revólver durante a confusão e ordenou que o vigilante não sacasse a arma dele. A confusão aconteceu no domingo (9/9).

De acordo com o boletim de ocorrência, registrado pelos funcionários envolvidos do Hospital de Base, Wellington Luiz estava acompanhado por três pessoas que não fizeram a identificação necessária. Mesmo assim, eles entraram o prédio sem seguir o protocolo e, por isso, foram barrados na entrada do 4º andar do prédio, onde funciona a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). No depoimento, o funcionário afirmou que o parlamentar chegou a sacar a arma, dizendo que atiraria se ele também tirasse a arma do bolso. 
 
Em nota, o Hospital de Base afirmou que o deputado, "juntamente com o seu assessor André Rizzo, seu advogado, Valdinei Cordeiro Coimbra, e um sindicalista identificado como Silas, do SindSaúde, chegaram ao IHB forçando a entrada na unidade de saúde. Eles estavam armados e ameaçaram os vigilantes do instituto". 

Um vídeo registrou a confusão. Nas imagens é possível ver que uma vigilante tenta separar o outro funcionário do instituto do distrital e afirma que há um protocolo a ser seguido e que, por isso, o deputado não poderia entrar daquela maneira. 
 
  

Ao Correio, o distrital Welligton Luiz afirmou que em nenhum momento chegou a sacar a arma e que só estava com a mão por cima dela para se proteger de qualquer reação. Disse também que foi até a unidade hospitalar averiguar uma denúncia e que se identificou como parlamentar, que, por lei, garante acesso em órgãos públicos.
 
"Agora nós sabemos o porque dessa reação. Conseguimos recuperar um documento que confirma a denúncia e mostra claramente que uma paciente morreu por negligência médica", alegou o distrital. O deputado garantiu que vai levar à Justiça os documentos que validariam a denúncia. 

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