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Correio Braziliense

Primeiras testemunhas de esquema em igrejas de Formosa (GO) são ouvidas

Durante audiência realizada nesta segunda-feira (10/9), dois depoentes da acusação foram ouvidos pela Justiça de Goiás. Próxima sessão está marcada para quinta-feira (13)


postado em 10/09/2018 22:02 / atualizado em 11/09/2018 00:30

Catedral Imaculada Conceição em Formosa (GO)(foto: Ana Rayssa/Esp.CB/D.A. Press - 19/3/2018)
Catedral Imaculada Conceição em Formosa (GO) (foto: Ana Rayssa/Esp.CB/D.A. Press - 19/3/2018)
Duas das quatro testemunhas de acusação do caso dos padres de Formosa (GO) acusados de desviar dinheiro arrecadado por meio de paróquias da diocese da cidade foram ouvidas nesta segunda-feira (10/9), no plenário do júri do Fórum de Formosa. A audiência estava marcada para agosto, mas foi adiada a pedido da defesa. Os padres João Manuel Lopes e Jarbas Gomes Dourado responderam perguntas acerca do relatório contábil que serviu como base para a denúncia apresentada pelo Ministério Público goiano (MPGO). 

O documento teria sido elaborado a pedido do bispo dom José Ronaldo, em 2017, na tentativa de mascarar uma suposta movimentação financeira irregular em igrejas da diocese da cidade. As oitivas duraram mais de oito horas e devem continuar com os depoimentos de Darci Neres da Rocha e Vilton Gonzaga, na quinta-feira (13/9). Os depoimentos das 10 testemunhas de defesa estão previstos para começar em 11 de outubro.

Dez pessoas — um bispo, um vigário-geral, quatro padres, o advogado e o contador da diocese de Formosa, além de dois homens considerados laranjas que atuavam como donos de uma lotérica comprada por um dos padres — foram denunciadas pelos crimes de apropriação indébita, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa. 


Relembre o caso

Em março, o MPGO, com as polícias Civil e Militar de Goiás, deflagrou a Operação Caifás, por meio da qual 13 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão foram cumpridos contra um grupo acusado de desviar dinheiro de 33 paróquias vinculadas à Diocese da Igreja Católica de Formosa. A suspeita é de que os réus faturassem dinheiro por meio de batizados, casamentos e eventos realizados pela igreja. A investigação aponta que os religiosos tenham adquirido propriedades, veículos e joias. 

As denúncias teriam partido dos próprios fiéis e começado em 2015. Entre os réus está dom José Ronaldo Ribeiro, bispo de Formosa, apontado como líder da quadrilha; o vigário-geral da diocese Epitácio Cardozo Pereira; além do padre Moacyr Santana, pároco da Catedral Nossa Senhora da Imaculada Conceição. 

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