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Correio Braziliense

Universitário é preso acusado de tráfico de drogas na Asa Norte

Suspeito foi preso no apartamento onde mora, na comercial da 208 Norte, local onde, segundo a polícia, o tráfico de drogas acontecia. Clientes eram principalmente estudantes de classe média e alta


postado em 11/09/2018 16:14 / atualizado em 11/09/2018 16:35

Na casa do suspeito, a polícia encontrou drogas, anabolizantes e R$ 2,5 mil em espécie, além de uma balança de precisão(foto: PCDF/Divulgação)
Na casa do suspeito, a polícia encontrou drogas, anabolizantes e R$ 2,5 mil em espécie, além de uma balança de precisão (foto: PCDF/Divulgação)
Um universitário de 28 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas na tarde da última segunda-feira (10/9). A prisão, que ocorreu no apartamento do suspeito, na comercial da 208 Norte, foi realizada pela Coordenação de Repressão às Drogas da Polícia Civil (Cord). 

No imóvel, alugado, os policiais encontraram porções de skunk (derivado da maconha), haxixe e mais uma droga ainda não identificada pela Polícia Civil. Também foram encontradas uma balança de precisão e cinco ampolas de um tipo de anabolizante clandestino, além de R$ 2,5 mil em espécie.

Delegado Luiz Henrique Dourado, diretor da Coordenação de Repressão às Drogas, da Polícia Civil(foto: Thiago Melo/Correio Braziliense)
Delegado Luiz Henrique Dourado, diretor da Coordenação de Repressão às Drogas, da Polícia Civil (foto: Thiago Melo/Correio Braziliense)
O diretor do Cord, delegado Luiz Henrique Dourado, explicou que o jovem traficava os entorpecentes no próprio apartamento. O imóvel fica próximo à Universidade de Brasília (UnB) e, segundo ele, a principal clientela do traficante eram estudantes de classe média e classe média alta. “A suspeita é de que ele comercializava os entorpecentes, considerados de alto valor, principalmente entre a comunidade universitária de Brasília”, informou o delegado. 

Na delegacia, a equipe apurou que o suspeito trabalhava como personal trainer. Durante o depoimento, o universitário alegou que os anabolizantes encontrados eram para uso pessoal. De acordo com Luiz Henrique, a quantidade pequena do produto encontrado não pode ser caracterizada como tráfico. Mas, em relação aos entorpecentes, não há dúvida quanto ao crime exercido pelo suspeito.  

“Ele não foi incluído na venda de anabolizantes, agora o tráfico está bem caracterizado, por conta da balança de precisão, da quantidade de dinheiro que ele tinha em espécie, a quantidade de droga e a variedade também”, explicou.

A Cord já vinha monitorando o traficante após ter recebido denúncias anônimas sobre o grande movimento de usuários próximo ao apartamento, mas, de acordo com o delegado, como as drogas eram comercializadas dentro do imóvel, houve dificuldade para confirmar as suspeitas. 
 

Vendas para classe média e alta 

 
Luiz Henrique Dourado chamou a atenção para o que ele classifica como um novo tipo de tráfico no DF, que tem se intensificado no Plano Piloto e em outras áreas de classe média e classe média alta. De acordo com ele, os traficantes têm comercializado “novas drogas”, mais fortes e com potencial para danos mais severos aos usuários.

“A gente tem verificado que esses traficantes que vendem para a classe média e para a classe média altacostumam comercializar drogas diferentes, novas, algumas sintéticas e outras que são desenvolvidas a partir de drogas conhecidas e que normalmente são muito mais fortes que as antecedentes”, alertou.

Um celular do traficante também foi apreendido e, nele, a equipe da Cord encontrou listas de transmissão por onde o universitário fazia propaganda e negociava a venda das drogas. Segundo Luiz Henrique, o suspeito utilizava aplicativos para fazer o “marketing do tráfico”.

O delegado informou ainda que, nos últimos 30 dias, foram feitas cinco prisões de universitários de classe média que traficavam drogas. A Polícia Civil ainda não tem informação sobre a origem dos entorpecentes encontrados no apartamento do universitário. Mas, segundo o delegado, com base em outros casos investigados, há suspeitas de que a droga traficada tenha vindo de Belém. 

O universitário, que não teve o nome divulgado, foi autuado pelo crime de tráfico de drogas e, se condenado, pode ficar de 3 a 10 anos preso. 
 
* Estagiário sob supervisão de Mariana Niederauer 

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