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Correio Braziliense

Após reclamações, Procon fecha quiosques de revistas e malas no aeroporto

Os quiosques contabilizavam cerca de 256 reclamações de clientes prejudicados, além de mais 10 mil queixas no site Reclame Aqui


postado em 12/09/2018 18:54 / atualizado em 13/09/2018 15:01

As atividades dos quiosques estão suspensas por 30 dias (foto: Reprodução/Twitter )
As atividades dos quiosques estão suspensas por 30 dias (foto: Reprodução/Twitter )

Nesta quarta-feira (12/09), o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) lacrou os quiosques de responsabilidade da Editora Três que oferecia malas e revistas aos passageiros que passavam pelo terminal. 

Segundo o Procon, os quiosques contabilizavam 256 reclamações de clientes que se sentiram prejudicados, além de 10 mil queixas no site Reclame Aqui. "Apenas na manhã de hoje, recebemos mais três reclamações de pessoas que foram abordadas pelos vendedores dos quiosques", diz Giselle Pecin, assessora do Procon. 

Ela ainda conta que a 10ª DP, responsável pela área onde fica o aeroporto, registrou diversas reclamações apenas neste mês. "Os policiais que andam pelo terminal são constantemente chamados por pessoas vítimas da infração, principalmente idosos e até mesmo estrangeiros", acrescenta. 

Ana Raquel, 33 anos, é contadora e passa pelo aeroporto várias vezes por semana. Ela afirma que já foi abordada pelos vendedores, mas desconfiou da proposta. "Uma moça me chamou e disse que eu tinha direito a uma mala graças a um benefício do meu cartão de crédito. Antes de me entregar qualquer documento, ela tentou pegar meu cartão várias vezes para passar na máquina. Foi quando percebi que tinha algo errado", explica. 
 
A suspensão é temporária — são 30 dias à partir de hoje. Há um inquérito em andamento no Ministério Público que está direcionando a investigação. Caso a editora não resolva as pendências neste tempo, os quiosques serão interditados. 
 
Em entrevista ao Jornal Local, da TV Brasília, a gerente dos quiosques — que não se identificou — afirmou que não houve nenhum tipo de golpe e que tudo está documentado. O Correio tentou entrar em contato com os representantes da Editora Três na capital, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.




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