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Correio Braziliense

Primavera chega em uma semana com promessa de tempo mais ameno no DF

A estação que marca a transição para o período chuvoso em Brasília começa a mudar a paisagem no Planalto Central


postado em 13/09/2018 06:00 / atualizado em 13/09/2018 09:13

Por do Sol visto da plataforma superior da Rodoviária (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press )
Por do Sol visto da plataforma superior da Rodoviária (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press )

 

Em uma semana, a primavera chegará para mudar ainda mais o cenário de Brasília durante a seca. O marrom e os tons acinzentados devem se transformar em variações de verde, com os ipês para completar a aquarela do Planalto Central. O clima dos próximos dias ainda promete umidade baixa e temperaturas altas. A umidade pode chegar a 10% e a temperatura, a 33°C. A previsão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) é de que a estação comece às 22h54 de 22 de setembro.

A gestora financeira Geovana Coimbra, 19 anos, reclama do clima seco e não vê a hora de a próxima estação chegar. “A seca está me matando. Eu estou vivendo à base de sorvete”, brinca. O calor intenso também incomoda. “Eu acordo às 5h e já vou correndo tomar banho”, relata a jovem. Ela deseja que a chuva chegue logo para que possa realizar as atividades diárias com mais tranquilidade. “A gente consegue dormir e trabalhar melhor quando o tempo está mais ameno”, completa.

Tamires Gouveia conta que até vai ao shopping só para aproveitar o ar-condicionado (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Tamires Gouveia conta que até vai ao shopping só para aproveitar o ar-condicionado (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
 
A torcida de Geovana pode trazer resultados logo. Com a primavera, as chuvas ficam mais frequentes, marcando o período de transição entre a estação seca e a estação chuvosa e dando uma trégua ao clima árido. É a época da polinização das flores e da reprodução de alguns bichos característicos desta estação, principalmente das aves e de insetos, como as borboletas. O ciclo reprodutivo de alguns animais muda com o aumento da oferta de alimentos na natureza.

O tempo seco também prejudica a analista de sistema Tamires Gouveia, 31 anos. Para amenizar o calor, ela tem uma estratégia. “É bom ir ao shopping para aliviar o clima quente, por causa do ar-condicionado”, brinca. Ela conta que o nariz costuma sangrar nessa época e que utiliza cremes especiais para proteger a pele. A analista destaca que a proximidade do fim do período de seca também pode representar alívio no orçamento. “Vai ser bom para o bolso também, porque a gente já vai poder desligar o umidificar e o ventilador. O valor da conta de energia melhora”, destaca.

Geovana Coimbra torce para a volta das chuvas o quanto antes (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Geovana Coimbra torce para a volta das chuvas o quanto antes (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
 
A principal diferença dessa estação é a mudança da paisagem, como apontado pela equipe do Jardim Botânico de Brasília, formada pela diretora de Fitologia, Priscila Oliveira, diretora de Manejo de Recursos Naturais, Ana Luiza Caldas, e a superintende técnico-científica Vânia Soares.

No local, mais de 200 espécies de plantas são conservadas, divididas entre diferentes coleções e jardins. Algumas espécies iniciam a troca de folhagem e muitas iniciam o processo de floração. Apesar da mudança do clima, elas ainda alertam para os riscos de queimadas. A queima de lixo e de restos de poda podem gerar grandes incêndios, com perdas de biodiversidade, alertam as especialistas.

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