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Correio Braziliense PRATA DA CASA

Banda candanga Maria Sabina e Pêia passeia pelo rock e vai até o carnaval

Com um som vibrante, animado e político, o conjunto já foi atração no Festival Porão do Rock e, este ano, venceu o concurso de marchinhas do tradicional Pacotão


postado em 14/09/2018 17:00 / atualizado em 14/09/2018 20:45

O que começou com o sonho de Maria Sabina se transformou em uma banda com a cara da cidade(foto: Sabrina Moura/Divulgação)
O que começou com o sonho de Maria Sabina se transformou em uma banda com a cara da cidade (foto: Sabrina Moura/Divulgação)

A mistura é certeira: rock brasiliense, cavaquinho feminino, sons psicodélicos e mensagens engajadas. Assim, a banda Maria Sabina e a Pêia traz no repertório músicas versáteis e vibrantes que dialogam com diferentes públicos, passeando na pista do rock ao carnaval. Formada em 2015, o grupo é composto por Maria Sabina (vocal e cavaquinho), Bil (baixo), Bruno Sodré (guitarra), Éveri Sirac (percussão, backing vocal, rabeca e sintetizador) e Thiago Freesom (percussão). 
 
Tudo começou quando, em 2010, a paulista Maria Sabina chegou a Brasília. Durante o primeiro aniversário comemorado na capital, ao lado de Bruno Sodré, a jovem desejou, ao apagar as velinhas, que um dia tivesse a oportunidade de ter uma banda com o amigo. Em 2014, o pedido começou a dar os primeiros passos rumo à realização. Maria, Bruno e outros músicos da cidade começaram a ensaiar algumas músicas. Até que veio 2015 e, com ele, o primeiro show, no Sudoeste. Nascia, então, a banda Maria Sabina e a Pêia.
 
Desde o início, o grupo se apresenta com músicas autorais compostas por Maria Sabina. “Eu componho. Escrevo as letras já com melodia”, afirma a vocalista. No ano seguinte à formação oficial da banda, começou também a produção do primeiro EP, intitulado Tempo Arruaceiro, que contou com 5 faixas. O músico e produtor Kelton foi o responsável inicial pela empreitada, que depois seguiu para as mãos de Guilherme Negão. “Ele mexeu em arranjos, propôs outros timbres para as guitarras, me ajudou a escolher os melhores tons para cantar. E, em março de 2017, conseguimos lançar nosso primeiro EP”, lembra Maria. 
 
Das primeiras apresentações em festas para pequenos públicos, a banda passou a se apresentar em eventos de motociclistas, saraus em regiões administrativas, feiras alternativas e eventos com tom de manifesto, como encontros feministas e apoios ambientais. Em 2017, Maria Sabina e a Pêia foi uma das atrações do festival Porão do Rock. O grupo se apresentou no mesmo palco ocupado por artistas como Elza Soares e Baiana System.

“Foi emocionante estar naquele palco com tantos artistas importantes do país e conhecer a Elza Soares. Eu vi o livro comemorativo dos 20 anos do Porão e tem a minha foto lá. Fico muito orgulhosa por fazer parte da história do festival”, comemora a cantora. Ao todo, a banda contabiliza 67 shows. 
 
  

Também na folia

No início deste ano, a quinteto venceu o concurso de marchinhas do tradicional bloco brasiliense de carnaval Pacotão. Foi a primeira vez na história dos 40 anos do bloco que uma mulher se tornou autora da música oficial e vocalista à frente dos dois dias de desfile. O título da canção mostra a irreverência e a crítica política presente no trabalho da banda: O presidente despirocado. “Esse diálogo com o Pacotão foi marcante na nossa relação com a cidade. Nós não estamos fazendo arte voltada apenas ao entretenimento. Nossa relação com Brasília é política, artística, poética, contestadora e participativa”, declara Maria Sabina. 
 
A ligação da banda com a capital também se mostra por meio dos prêmios, como o Festival de Música da Rádio Nacional FM, em 2016 e 2018. Suas músicas tocam com frequência em rádios candangas e rapidamente se tornaram referência na produção autoral no DF.
 
Recentemente, o conjunto lançou o clipe da música Potente Amor. Com roteiro e produção feitos por Maria Sabina e direção de Pedro Bedê, é inspirado em um conceito filosófico nietzschiano (relacionado ao filósofo alemão Friedrich Nietzsche). O vídeo aborda uma relação amorosa bastante conflituosa, com uma certa esperança de alguma melhora no futuro.

“A minha intenção na música é expor um sentimento, representar algo que acontece na vida de vez em quando. A mensagem vem mais no clipe, como complemento à música, sugerindo que esse sentimento angustiante e desesperador pode ser sintoma de um relacionamento abusivo”, explica a compositora. 

 

Conheça Maria Sabina e a Pêia

Facebook: @mariasabinabandabrasilia
Instagram: @mariasabinaeapeia
Youtube: @bandamariasabina
Site: www.mariasabinaeapeia.com.br/
 
* Estagiária sob a supervisão de Leonardo Meireles 

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