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Correio Braziliense

Veja opções para fugir do calor e amenizar os efeitos da seca no DF

O Distrito Federal está sob alerta laranja, decretado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Isso ocorre quando a umidade relativa do ar varia entre 20% e 12%


postado em 16/09/2018 08:00

Lucas Átila frequenta o Parque Saburo Onoyama, em Taguatinga(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Lucas Átila frequenta o Parque Saburo Onoyama, em Taguatinga (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
“Eu sei que o Havaí não é aqui, que o mar está longe. Mas pra que eu quero o mar se tenho o lago pra mim”, o trecho da música da banda Natiruts pode servir como um mantra aos brasilienses nos dias de calor e seca. O Distrito Federal está sob alerta laranja, decretado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Isso ocorre quando a umidade relativa do ar varia entre 20% e 12%. Com o inverno chegando ao fim, a estiagem e as altas temperaturas castigam a capital. Mas há várias possibilidades para quem busca um refresco. Para além dos traços de Niemeyer, o quadradinho conta com extensa riqueza natural e o cerrado tem opções acessíveis a todos.  

O Lago Paranoá, por muito tempo, foi considerado point exclusivo da sociedade abastada, mas sua orla tem sido democratizada e, por lá, os dias de sol são amenizados com uma brisa fresca. Em 2011, o Deck Norte foi inaugurado — um espaço próximo à Ponte do Bragueto, com píer,  pista de corrida, ciclovia e pista de skate. Em 2017, foi a vez do Deck Sul ser aberto ao público. Com estrutura parecida, ele recebe diariamente gente em busca de uma vida saudável. É o caso de Carolina Magalhães, 34 anos, que faz sua caminhada à beira-lago todos os dias. “Eu venho caminhar aqui de segunda a sexta e nos finais de semana, trago meu filho para andar de skate. Eu moro aqui perto e pude observar como o local ficou movimentado após a construção do deck.”

O Deck Norte atrai mais praticantes de esportes. Há pessoas que alugam caiaques, pranchas e até pedalinhos. O analista de dados Elias Figueiredo, 47, está sempre por lá. Preocupado com a saúde e bem-estar dos seus seis cachorros, ele estimula o exercício dos pets. “Eu moro em apartamento então, trago meus cachorros de segunda a sexta. É importante que eles se exercitem e eu também. Aproveito para andar de caiaque enquanto isso, os seis se divertem nadando”, conta.

A diversidade é palavra-chave para descrever o Deck Norte, há quem prefira se jogar n’água, quem vai gastar um tempo em conversas com amigos e também, tem o Valderme Travassos, 53 anos, que abre sua cadeira, coloca o chapéu e joga a isca no lago. O aposentado garante que a área é boa de peixe e que, há mais de 20 anos, ele pesca no Lago Paranoá. “Eu venho aqui todos os dias, exceto final de semana, para pescar e, todas às quartas, eu me reúno com um grupo de amigos e fazemos um churrasco aqui no deck”. Para o aposentado, a democratização da orla é um processo de integração dos brasilienses. “Foi uma ótima iniciativa, temo que se a atual gestão mudar, pontos como esse caiam no esquecimento e não recebam a manutenção necessária. Isso seria uma grande perda a todos nós”, avalia Valderme.

Frescor dos parques

Todo brasiliense, se não conhece ao menos ouviu falar sobre a Água Mineral, nome popular da do Parque Nacional de Brasília (PNB). Ele surgiu da necessidade de preservar as nascentes que fornecem água aos brasilienses. A inauguração ocorreu em 1961, com a promessa de contribuir com o equilíbrio climático. Com mais de 42 hectares de área, o parque pertence a Brasília, Brazlândia, Sobradinho e ao município goiano de Padre Bernardo. O PNB é famoso por suas duas piscinas de água corrente, ainda há três trilhas que variam de 1,3km a 136km de extensão, todas sinalizadas. 

Com tantas opções, não é difícil entender por que a Água Mineral permanece no gosto dos brasilienses após tantos anos de existência. A psicóloga Talita Santos, 34, é uma frequentadora assídua e diz tirar proveito de todas as opções do lugar. “Eu venho uma vez por semana, pelo menos. Prefiro vir em dias úteis, que está mais vazio. Durante o verão e nesta época de seca, é ótimo aproveitar para se refrescar nas piscinas”. Ela explica que o contato com a natureza é primordial para se manter saudável. “Ter um momento de descanso e lazer é muito importante para saúde física e mental. Eu indico aos meus pacientes este tipo de atividade, quando se encaixa no tratamento, inclusive, uma paciente minha virá à tarde”, afirma.

As regiões administrativas também entram no circuito de reservas com água própria para o banho. Em Taguatinga, o Parque Ecológico Saburo Onoyama ficou conhecido como “vai quem quer”, ele foi instituído por decreto em 1996. Assim como o primeiro, ele surgiu da necessidade de preservação das nascentes e da flora. O nome é uma homenagem ao imigrante japonês que chegou a Brasília, em 1958. Saburo e sua família atendiam a um pedido do irmão do imperador Hirohito, para que ajudassem Kubitschek a desenvolver o cerrado.

O parque é bastante frequentado, de segunda a sexta-feira. Recebe cerca de 1,5 mil visitantes e, nos fins de semana, são 2,4 mil. Um deles é o Lucas Átila, 22 anos, que vai ao Onoyama, duas vezes na semana para espairecer. “Estou sempre aqui. Gosto da piscina, faço as trilhas e, quando estou com os amigos, aproveito para jogar bola. O parque é muito bom, tem bastante opções para nos desestressar”. 

* Estagiária sob supervisão de Mariana Niederauer

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Parque Ecológico do Tororó

Com uma queda d’água com 15m de altura, o parque fica na BR-251/DF-140, em Santa Maria. Para chegar à cachoeira, o visitante deve encarar uma trilha rústica. O local é perfeito para a prática de rapel. O acesso é gratuito, o visitante deve pagar apenas o estacionamento, no valor de R$ 10. O parque está a 43km de distância do centro de Brasília e funciona das 6h às 18h, diariamente.

Poço azul

Famoso por sua água turquesa, o poço é um antigo conhecido dos moradores de Brasília. A frequência é garantida pela beleza e pela proximidade da reserva, localizada na DF-001/D- 220, em Brazlândia. São duas cachoeiras, uma forma um poço raso, e outra bem mais profunda. Para entrar, o visitante deve pagar uma taxa de R$ 8. A reserva fica a 50km do centro de Brasília.

Cachoeiras do Gancho

Duas pequenas quedas deságuam em uma grande cachoeira, com 40m de altura e um poço grande e profundo. Para acessar, o visitante deve entrar no Condomínio Mansões Entre Lagos, no Paranoá, e caminhar por 30 minutos até chegar ao poço. A entrada é gratuita e os portões ficam abertos das 10h às 17h30. O local está a 37km de distância do Plano Piloto.

Parque Nacional de Brasília 

Conhecido como Água Mineral, a 10km do centro de Brasília, o acesso ao parque é feito pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia). O ingresso custa R$ 13. Pessoas acima de 60 anos e crianças com menos de 12 têm direito a entrada gratuita. Os portões ficam abertos das 8h às 16h, com permanência até as 17h.

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