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Correio Braziliense

Candidato ao senado pelo PT, Wasny promete defender Fundo Constitucional

"Precisamos ter claro que o Fundo Constitucional causa ciúmes e Brasília precisa ter autoridade moral para defendê-lo", defendeu o atual deputado distrital


postado em 18/09/2018 06:00 / atualizado em 18/09/2018 06:47

(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
O deputado distrital Wasny de Roure (PT) abriU ontem a série de sabatinas do Correio — transmitidas ao vivo pelas redes sociais — com candidatos ao Senado. O petista afirmou que defenderá, caso seja eleito, o Fundo Constitucional do Distrito Federal. O recurso — repassado pela União para a capital para custear os setores de segurança, saúde e educação —  é frequentemente questionado por parlamentares de outros estados.

“Temos uma situação que eu não chamaria de privilégio, mas de responsabilidade”, ponderou. “Precisamos ter claro que o Fundo Constitucional causa ciúmes e Brasília precisa ter autoridade moral para defendê-lo.” Ele criticou a perda de recursos do DF por falta de projetos. “As nossas autoridades têm negligenciado e não têm preparado projetos executivos, licitações. Isso gera um desperdício causado por problemas de caráter gerencial.”
 
O parlamentar disse que é contra o foro privilegiado para políticos, mesmo em caso de crimes cometidos durante o mandato. Para ele o princípio da igualdade entre os cidadãos deve prevalecer e todos devem ser julgados da mesma forma. “Eu sou tão gente como qualquer um. Não há por que ter um tratamento diferenciado”, justificou Wasny.

Questionado sobre se seria a favor da Lei da Ficha Limpa mesmo com a condenação do principal líder do partido —  o ex-presidente Lula —, Wasny declarou que sim, mas fez críticas ao processo que culminou na prisão do aliado. “A Lei da Ficha Limpa foi uma conquista da sociedade brasileira e eu acho que, como tal, é um princípio geral que deve prevalecer, mas, o caso de Lula, tem diferenças nítidas. Foi um processo que não tem convencimento das provas apresentadas”, comentou.

Wasny também respondeu como se comportaria caso fosse eleito senador e o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, chegasse à Presidência da República. “Naturalmente, eu seria oposição, mas eu sou uma pessoa de diálogo e aquilo que for bom para a nossa população, para o nosso povo, terá o meu apoio”, disse.

O distrital se colocou radicalmente contra o armamento da população. “A arma não pode estar na mão de qualquer um”, argumentou. A redução da maioridade penal é outra questão que Wasny reprova. “Nós vivemos em uma cultura em que a criminalidade é estimulada. É isso que precisa ser debatido.”
No caso da descriminalização do aborto, o petista, no entanto, tem uma visão mais conservadora. Cristão, ele diz ser “a favor da vida” e contra a legalização, mas defende postura mais receptiva em relação às mulheres que, por algum motivo, praticam o aborto. “Nós precisamos ter um espírito de acolhimento e orientação em qualquer situação, até mesmo para aquelas que fizeram de maneira irresponsável”, afirmou.

A reforma da previdência e a tributária foram questões comentadas pelo distrital. Wasny se posicionou de maneira contrária às mudanças propostas pelo governo do presidente Michel Temer. “O espírito em que a reforma da previdência foi colocada é o de economizar, sobretudo, em cima do mais pobre e não em cima de quem pode contribuir”, criticou.
 
Na questão tributária, Wasny condenou os programas de refinanciamento de dívidas. “Quem não pagou recebe o benefício de redução de multas e de juros e a possibilidade de pagamento em longas prestações. Eu sou contra porque desestimula aquele que paga.”
 
Hoje, os entrevistados são Paulo Roque (Novo), às 15h30, e Everardo Alves Ribeiro (PMN), às 16h. 

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