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Correio Braziliense

Marivaldo Pereira (PSol) sobe o tom contra parlamentares do DF

Candidato ao Senado classificou como "a turma de Michel Temer" e "ausentes" os deputados federais e candidatos ao Palácio do Buriti Fraga (DEM) e Rosso (PSD), além dos concorrentes ao Senado Cristovam (PPS) e Izalci (PSDB)


postado em 18/09/2018 06:00 / atualizado em 18/09/2018 09:15

(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)

Secretário executivo do Ministério de Justiça e Segurança Pública na gestão de Dilma Rousseff (PT), Marivaldo Pereira (PSol), segundo entrevistado da série de sabatinas do Correio com candidatos ao Senado pelo DF, subiu o tom contra representantes do Distrito Federal no Congresso Nacional. O auditor federal de finanças e controle do Tesouro Nacional classificou como “a turma de Michel Temer” e “ausentes” os deputados federais e candidatos ao Palácio do Buriti Alberto Fraga (DEM) e Rogério Rosso (PSD), além dos concorrentes ao Senado Cristovam Buarque (PPS) e Izalci Lucas (PSDB) — os quatro votaram pelo impeachment da ex-presidente petista e a favor da reforma trabalhista e da PEC do Teto de Gastos.

De acordo com Marivaldo, no Congresso, há um conjunto de parlamentares que “durante as eleições, vai às ruas, à televisão, contrata um supermarqueteiro, finge se importar e, ao chegar lá, dá as costas para a população”. “É o que vimos com a aprovação da PEC do Teto de Gastos, medida que retirou dinheiro da saúde e educação no momento de crise econômica em que milhares de brasileiros tiveram de voltar para o SUS e a rede pública de educação e, de repente, viram esses sistemas precarizados”, disse. O auditor assegurou que, se eleito, defenderá a revogação da lei.

Marivaldo argumentou que Fraga, Izalci, Rosso e Cristovam integram “a turma que, hoje, está sorridente na televisão, escondendo Temer debaixo da mesa”. “Logo depois, vão voltar para os braços dele e seguir aprovando propostas que tiram dinheiro dos mais pobres e colocam nas mãos dos ricos”, disse.

O auditor federal alega que planeja cumprir um mandato no qual “não fique apenas no tapete azul” e descartou abrir mão do posto para que o suplente assuma a vaga — desde a conquista da autonomia política do DF, 9 dos 12 senadores eleitos cederam o espaço em algum momento. “Hoje, a pessoa se elege e some. O que Cristovam Buarque fez em 16 anos?”, cutucou. Alegou, ainda, que, à exceção de Érika Kokay (PT), todos os deputados federais da bancada da DF são ausentes”.

O ex-secretário executivo do Ministério de Justiça posicionou-se acerca de temas polêmicos. Disse ser contra a redução da maioridade penal. “Se apenas a prisão resolvesse o problema de segurança, o Brasil seria um dos países mais seguros. Mas temos a 3ª população carcerária do mundo e registramos mais de 63 mil homicídios no último ano”, alegou. E emendou: “O que resolve o problema é uma polícia que atue de modo mais estratégico, com inteligência, novas tecnologias e focada na prevenção, associada a uma política de inclusão social”.

Questionado sobre os projetos em tramitação no Congresso que preveem a redução das possibilidades legais para a realização do aborto, Marivaldo alegou que o tema precisa ser avaliado sob a ótica da saúde pública, pois “tratá-lo do ponto de vista penal apenas aumenta o número de mortes. “As mulheres pobres, que não têm acesso a clínicas estruturadas, não procuram hospitais porque serão criminalizadas e acabam morrendo”, observou, ao se mostrar contra os projetos.

Em relação à reforma da previdência, o candidato marcou posição pela elaboração de um novo projeto. “Precisamos de um mecanismo que cobre efetivamente quem deve à previdência e de transparência na discussão do deficit. Tem de ser uma reforma que inclua todos e preveja oneração de forma proporcional”, frisou.

Hoje, os entrevistados são Paulo Roque (Novo), às 15h30, e Everardo Alves Ribeiro (PMN), às 16h.
 

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