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Correio Braziliense

Candidato ao Senado, Juiz Everardo (PMN) levanta bandeira anticorrupção

"A liberação da maconha só seria possível para fins terapêuticos", defendeu o candidato, quarto da série de entrevistados pelo Correio


postado em 19/09/2018 06:00 / atualizado em 18/09/2018 23:23

Juiz Everardo, candidato ao Senado pelo PMN(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Juiz Everardo, candidato ao Senado pelo PMN (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
O juiz aposentado Everardo Ribeiro (PMN) abordou temas polêmicos em entrevista ao Correio. Ele disse ser contrário ao aborto, favorável ao porte de arma para cidadãos em casa e na zona rural e defensor da redução da maioridade penal. Candidato ao Senado, ele ainda colocou-se contra a legalização das drogas. “A liberação da maconha só seria possível para fins terapêuticos”, argumentou.
 
Integrante da coligação da candidata Eliana Pedrosa (Pros), o magistrado frisou o combate à corrupção como principal bandeira de campanha. “Vou manter um comitê fora do Senado e dentro de lá também, com representantes do segmento da sociedade civil, juízes, promotores, delegados, policiais e jornalistas para combate pleno à corrupção e levar para cadeia essa turma que está aí retirando bilhões da saúde, educação, segurança e outros segmentos”, reforçou.

Everardo Ribeiro posicionou-se favorável à redução da maioridade penal para 16 anos. “O primário infrator a partir de 16 anos que cometer um crime responderá por ele, mas, na hora da aplicação da pena, o juiz vai diminuir de 1/6 para 1/3. Se ele reincidir, ele responde pelo crime comum e vai cumprir a pena no presídio comum, mas em ala separada”, detalhou. Para inseri-lo de volta ao convívio social, o magistrado propôs assistência educacional, médica, odontológica, psicológica e qualificação profissional.

O juiz aposentado ainda defendeu a revogação do Estatuto do Desarmamento. “O criminoso tem um cenário amplamente favorável, porque sabe, se invadir a residência de uma família, não haverá resistência. Hoje, os lares estão indefesos. Defendo a permissão do porte de arma em casa ou em propriedades rurais para defesa pessoal, porque, senão, vamos continuar reféns. Temos o bandido bem armado e, nós, completamente desarmados”, disse.

Sobre a legalização do aborto, ele alegou ser defensor da família. “Sou a favor da vida e frontalmente contra o aborto. Nós não temos o direito de retirar a vida. A vida e a morte são coisas de Deus. Em casos em que houver risco de morte da mulher, isso não se enquadraria, caso fosse para fazer uma opção. Mas, no caso de um estupro, a criança poderia ser criada pela família, em um ambiente de amor”, disse.
 
A série de sabatinas promovidas pelo Correio e transmitidas ao vivo pelas redes sociais começou na segunda-feira (17). Hoje, participam Fernando Marques (SD) e Fadi Faraj (PRP).
 

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