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Correio Braziliense

Fadi Faraj (PRP) se diz contrário a descriminalização do aborto

"Uma vida não pode ser sentenciada pelo erro de outra", afirmou, em entrevista ao Correio


postado em 20/09/2018 06:00 / atualizado em 20/09/2018 07:43

Fadi Faraj, candidato ao Senado pelo PRP(foto: Valério Ayres/CB/D.A Press)
Fadi Faraj, candidato ao Senado pelo PRP (foto: Valério Ayres/CB/D.A Press)

O líder da Comunidade Cristã Ministério da Fé, Fadi Faraj (PRP), integrante da coligação formada por PRTB e PRP, que tem o general Paulo Chagas como aposta ao GDF, disse ser “a favor da vida” ao justificar o posicionamento contrário à descriminalização do aborto. “Uma vida não pode ser sentenciada pelo erro de outra”, afirmou.
 
Questionado sobre métodos para evitar as mortes de mulheres em decorrência dos procedimentos, o pastor disse que o tema precisa ser discutido. “Podemos debater, sim, a questão do risco. Mas não podemos debater a questão da pena de morte. O aborto é pena de morte”, alegou. Em meio à argumentação, ele retirou do bolso um boneco no formato de um feto com 12 semanas.

Apoiado pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o candidato compartilha com o padrinho político a ideia de facilitar o acesso às armas no Brasil. “Temos de parar de tentar cobrir o sol com a peneira. A população brasileira está desarmada e insegura. O governo não consegue cobrir a segurança. O mínimo que temos de fazer é dar condição para que as pessoas se defendam”, pontuou.

Em relação à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, como latrocínio, estupro e extorsão, Faraj afirmou considerar que, em determinados casos, a diminuição da idade mínima pode ser ainda maior. “Se o cara teve a capacidade de estuprar, organizar e matar, ele tem de responder. Não pode ter pena socioeducativa”, defendeu. Nos presídios, defendeu a implementação de “um modelo militar”: “Eles (detentos) vão aprender a marchar, capinar, estudar, trabalhar”. O candidato mostrou-se contrário, ainda, à progressão da pena.

Sobre a educação, o candidato defendeu o projeto Escola Sem Partido. “Não podemos aceitar a doutrinação ideológica dentro das salas de aula, onde as crianças aprendem uma ideologia em detrimento de outra”, frisou. Faraj também se posicionou sobre o fim da imunidade tributária para igrejas, tema discutido no Congresso Nacional. “Desenvolvemos muitos trabalhos assistenciais e não recebemos recursos do Estado. Se isso acontecer (o fim da isenção), muitos templos religiosos vão fechar”, disse.
 
Hoje, serão ouvidos o servidor público Danilo Matoso (PCO) e a professora Amábile Pacios (PR). Assista ao vivo: 
 
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