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Correio Braziliense

Bando fraudava cartões e lavava dinheiro na Feira dos Importados

A quadrilha utilizava os cartões para realizar compra de aparelhos celulares em São Paulo. O material era enviado e revendido no DF, numa loja na feira


postado em 20/09/2018 15:30 / atualizado em 20/09/2018 15:31

Material apreendido inclui celulares, computadores e documentos falsos(foto: Thiago Melo/Correio Braziliense)
Material apreendido inclui celulares, computadores e documentos falsos (foto: Thiago Melo/Correio Braziliense)
Após investigações, policiais civis desmontaram, uma organização criminosa envolvida em receptação, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. O bando realizava a compra de aparelhos celulares, enviava os produtos para Brasília e aqui os aparelhos eram vendidos numa banca na Feira dos Importados.

As prisões do dono da banca da Feira dos importados e de uma suspeita em São Paulo (SP) aconteceram na manhã desta manhã desta quinta-feira (20), durante a Operação Hermes. Os criminosos, que não tiveram o nome revelado, atuavam principalmente fora do Distrito Federal.

Agentes cumpriram cinco mandados de apreensão. Além de dezenas de aparelhos celulares, policiais enviaram para a perícia computadores, máquinas de cartão e vários documentos de identificação falsos.

De acordo com o delegado da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf), Wisllei Salomão, responsável pelo caso, a investigação começou no fim de abril, quando uma carga com 12 aparelhos celulares foi apreendida no Aeroporto JK.

No momento da apreensão, fiscais verificaram que a nota fiscal do produto estava em nome de uma pessoa, os dados da compra em nome de outra e que um terceiro indivíduo iria receber a encomenda, o que gerou suspeita sobre um possível crime de receptação.

A partir daí, em parceria com a Polícia Civil de São Paulo, a Corf apurou que os envolvidos roubavam dados pessoais de consumidores, fraudavam cartões de crédito e, com a ajuda de porteiros de condomínios, obtinham os cartões.

Com identidades falsas, eles realizavam a compra de celulares e os enviava por meio de empresa aérea para serem vendidos no DF.

Celulares eram enviados de São Paulo para Brasília para serem vendidos em loja (foto: Thiago Melo/Correio Braziliense)
Celulares eram enviados de São Paulo para Brasília para serem vendidos em loja (foto: Thiago Melo/Correio Braziliense)

A Polícia Civil informou que, em 30 dias, uma das empresas de transporte aéreo fez 20 encomendas de celulares à Brasília, sendo que em cada encomenda havia cerca de 10 celulares, o que totaliza quase R$ 1 milhão em mercadoria fraudada.

O delegado explicou ainda que, na loja onde os aparelhos eram vendidos, o dono oferecia desconto e preços menores aos clientes. A intenção era convencê-los a não emitir notas fiscais. Os proprietários dos cartões de crédito, por sua vez, só percebiam a fraude quando recebiam a fatura do cartão com os valores de compra de aparelhos debitados.

Segundo Wisllei Salomão, não está descartada a atuação da organização criminosa em outros estados. Ele não informou quantas pessoas estão envolvidas. “Cada integrante tinha uma função diferente dentro da organização, com o material que a gente apreendeu, os envolvidos vão ser identificados, mas ainda não há um número de quantas pessoas fazem parte da quadrilha”.

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