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Correio Braziliense

Demissão de diplomata que agrediu a mulher é perseguição, diz advogada

Segundo Dênia Magalhães, o seu cliente, Renato Ávila, sofre retaliação pessoal do Itamaraty por não se contentar com os critérios de promoção estabelecidos pelo órgão


postado em 20/09/2018 19:28 / atualizado em 20/09/2018 20:30

(foto: Reprodução/Facebook)
(foto: Reprodução/Facebook)
A advogada do diplomata Renato de Ávila, demitido nesta quinta-feira (20/9) por acusação de agressões a mulher, alegou, em entrevista ao Correio, que seu cliente vem sofrendo perseguição do Ministério das Relações Exteriores por não se contentar com critérios de promoção estabelecidos pela pasta. Segundo Dênia Magalhães, uma denúncia do diplomata, contra o Itamaraty, questionando os parâmetros de promoção escolhidos, gerou uma ação civil pública do Ministério Público desfavorável ao órgão.

Além do possível viés pessoal na demissão, Dênia destacou a falta de ação do Itamaraty antes do caso ser divulgado pela imprensa. Segundo ela, o órgão possuía conhecimento dos processos desde agosto do ano passado e não tomou nenhuma decisão antes da repercussão da agressão mais recente.

A advogada contou que amparou sua defesa no decreto condenatório da demissão de Renato, que alegou improbidade administrativa. Segundo ela, a lei não abarca esse tipo de demissão em casos de violência fora do ambiente de trabalho.

Renato de Ávila Viana, de 41 anos, foi demitido do cargo de primeiro-secretário do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O diplomata já havia sido acusado, em dezembro do ano passado, por ter arrancado o dente de uma ex-namorada após ela ter se recusado a retomar a relação, e antes, por manter uma moça em cárcere privado - mesma vítima desta última agressão.
 

Confira a entrevista na íntegra: 

 

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