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Correio Braziliense

Amábile Pacios, candidata ao Senado pelo PR, defende o Escola sem Partido

"Queremos fazer a educação pública subir nas avaliações internacionais e sair desse patamar em que, de cada 10 estudantes que saem do ensino médio, sete não sabem ler direito ou fazer cálculos", afirmou


postado em 21/09/2018 06:00 / atualizado em 21/09/2018 00:32

(foto: Valério Ayres/CB/D.A Press)
(foto: Valério Ayres/CB/D.A Press)

Amábile Pacios (PR) participou ontem da série de sabatinas que o Correio Braziliense promove com candidatos ao Senado pelo Distrito Federal. A professora falou de projetos relacionados à educação e à economia e comentou sobre o atual cenário de parlamentares no Congresso Nacional.
 
Professora há mais de quatro décadas e ex-presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios tenta um cargo eletivo pela segunda vez, após tentar uma vaga na Câmara Legislativa, em 2006. O principal objetivo da candidatura, segundo ela, é proporcionar ao brasileiro uma escola pública de qualidade. “Queremos fazer a educação pública subir nas avaliações internacionais e sair desse patamar em que, de cada 10 estudantes que saem do ensino médio, sete não sabem ler direito ou fazer cálculos”, afirmou.
 
A educadora também posicionou-se favorável ao Escola sem partido, projeto que impede professores de promover interesses e opiniões próprias em sala de aula. Amábile afirmou que a “doutrinação” não é saudável para os estudantes, independentemente de para qual lado esteja. “É algo que não tira o direito de ninguém nem atrapalha o professor em sala de aula”, pontuou. Mesmo assim, a candidata apoia o ensino de religião nas escolas. “Quanto mais você ensinar uma criança a respeitar e temer a Deus, mais a sociedade será saudável”, argumentou.
 
Mesmo sendo da chapa encabeçada por Alberto Fraga (DEM), que defende a liberação do porte de arma, Amábile é mais rigorosa sobre o assunto. A candidata afirma que é favorável apenas na área rural. “Em nossas casas, a gente não tem ideia do que as pessoas estão sofrendo (no campo). Eles têm de se enjaular dentro de casa às 17h”, pontuou. A concorrente ao Senado também rejeita a descriminalização do aborto, sendo contra interromper a gravidez, mesmo em casos de estupro. “Sou favorável à vida”, declarou.

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