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Correio Braziliense

Velório de candidato à PM que morreu em prova é marcado por homenagens

pelo menos de 70 pessoas, entre amigos parentes e policiais militares, marcaram presença no enterro


postado em 21/09/2018 15:19 / atualizado em 21/09/2018 15:33

Ocorreu na manhã desta sexta (21) o velório do candidato do concurso da Polícia Militar do DF Leonardo da Silva Oliveira.  O jovem de 31 anos não resistiu a um ataque cardíaco durante um dos testes físicos para o ingresso na corporação, em que precisava correr 2,4 quilômetros em 12 minutos, na pista de corrida do Sesi de Taguatinga. Osmiro de Oliveira, pai de Leonardo, disse não responsabilizar a PM pelo ocorrido. "Não podemos culpar a equipe da polícia, que faz um ótimo trabalho. Não há resposta certa para os planos de Deus".

"Ele era um homem muito alegre, sempre. A gente fez um plano de estudos com foco no concurso da PM com ele, no ano passado. E, depois que foi aprovado na prova, corria todo dia no Parque da Cidade com o personal para passar no teste físico. Foi uma tragédia", rememora Uilcilene Costa, 35, colega de trabalho de Leonardo. Ela considerava o amigo uma pessoa determinada, porque, apesar da certa estabilidade que ele tinha como funcionário do Ministério da Saúde, resolveu correr atrás do sonho, que era ser policial militar.

Leonardo era conhecido por praticar esportes e já vinha se preparando para o teste físico da PM(foto: Arquivo pessoal/Divulgação)
Leonardo era conhecido por praticar esportes e já vinha se preparando para o teste físico da PM (foto: Arquivo pessoal/Divulgação)

Um dos amigos de longa data de Leonardo, Fernando Pereira, 37, contou que não sabia como reagir à notícia da morte de seu colega: "Foi muito triste. Ele estava tão perto de realizar o sonho. Mas fica na memória o moleque bom, dedicado e sonhador".

Homenagem

Mesmo não sendo um militar, a PMDF levou 32 policiais, seis carros e um helicoptero para o velório de Leonardo Oliveira. Não houve a cerimônia típica da morte de um militar, com a salva de tiros, mas a presença deles, com o despejo de petalas de rosas, emocionou Osmiro.  "O sonho e o esforço dele foram reconhecidos pelos militares. Tenho muito orgulho do meu filho e parece que ele conquistou esse orgulho de outras pessoas também", conta. Cerca de 70 pessoas compareceram ao velório, cortejo fúnebre e enterro de Leonardo.

Entenda

Leonardo da Silva Oliveira faleceu na madrugada de quinta-feira devido a um ataque cardíaco durante o Teste de Aptidão Física (TAF) da Policial Militar do Distrito Federal (PMDF), no Sesi de Taguatinga. O homem de 31 anos passou na prova escrita e realizava o teste de corrida na tarde da última quarta-feira (19/9), quando passou mal e foi atendido já no local. Segundo familiares, Leonardo foi levado para o Hospital Regional de Taguatinga, mas não resistiu.

O Teste de Aptidão Física é eliminatório e descarta candidatos que não atingirem os resultados necessários durante as etapas. Para estar apto, o concorrente deve passar por quatro exercícios, um teste em barra fixa, um teste de flexão abdominal, uma corrida de 12 minutos e uma prova de natação de 50 metros, a única que acontece em data diferente, dias depois dos outros três.

O teste de corrida é para ser feito em até 12 minutos e é realizado em pista de atletismo de 400m. Durante a corrida, o candidato não poderá se ausentar ou sair da área limitada da pista de corrida durante o teste. O candidato não poderá receber qualquer tipo de ajuda física e não é permitida segunda tentativa. Para os homens, a performance mínima a ser atingida é de 2.400m percorridos.

Antes de fazer os testes físicos do concurso público da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o edital da seleção exigia de todos os candidatos a apresentação de atestado médico informando que o candidato está apto a realizar o esforço físico estipulado sem qualquer restrição. O exame deveria ser emitido no máximo em 15 dias anteriores aos testes.

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