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Correio Braziliense

Após reunião com GDF, metroviários decidem sobre greve neste sábado

Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) determinou nessa sexta-feira (22/9) que o Governo do Distrito Federal (GDF) conceda recomposição salarial de 8,4106% à remuneração dos metroviários, reivindicação da categoria


postado em 22/09/2018 09:25 / atualizado em 22/09/2018 20:58

A Assembleia está marcada para às 11h, na Estação Águas Claras(foto: Luís Nova/Esp. CB/D.A Press)
A Assembleia está marcada para às 11h, na Estação Águas Claras (foto: Luís Nova/Esp. CB/D.A Press)
 
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô/DF) se reúne neste sábado (22/9) para decidir se vai aderir à greve marcada para a próxima segunda-feira (24/9). A entidade havia decidido pela paralisação, no entanto, na manhã dessa sexta-feira (21/9), o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) determinou que o Governo do DF (GDF) conceda recomposição salarial de 8,4106% à remuneração dos metroviários, reivindicação da categoria. A assembleia está marcada para as 11h, na Estação Águas Claras.  

A decisão do TRT-10 determina que o reajuste seja incorporado ao salário dos metroviários ainda em setembro. O percentual é referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período de abril de 2014 a março de 2015, previsto no Acordo Coletivo de Trabalho de 2015 e confirmado em sentença normativa do órgão. Apesar disso, o valor ainda não havia sido repassado aos trabalhadores. Caso a Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) descumpra a medida, poderá pagar multa de R$ 100 mil por mês de atraso.  

Outra reivindicação da categoria é a falta de efetivo para trabalhar nas 24 estações da capital. Por decisão do TRT-10, o GDF e o Metrô terão que enviar, em até 10 dias, um projeto de lei para a Câmara Legislativa. Essa proposta deverá alterar a Lei Orçamentária Anual 2018 (LOA), para que 16 concursados, ainda do certame de 2013, sejam convocados.  

O acordo inicial entre as partes ainda prevê a implementação, a partir de 15 de outubro, a alteração da escala de 3/2 para os empregos da área de segurança e de estação. A medida ficará vigente por um período experimental de 90 dias. Além disso, até janeiro de 2019, a jornada de trabalho dos pilotos deverá ser formalizada por meio de alteração do contrato de trabalho.  

Novas estações 

Até o fim do ano, o Distrito Federal ganhará três novas estações: 106 Sul, 110 Sul e Estrada Parque, em Águas Claras. Além disso, na manhã desta quinta-feira (20/9), o governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou abertura licitatória para a construção de mais dois terminais em Samambaia. Os investimentos milionários não agradaram a categoria, que afirma não ter efetivo suficiente para trabalhar nas novas estações.  

Tendo em vista a expansão das linhas, o Metrô se comprometeu a apresentar, até 31 de outubro, uma proposta de estudo para futuras contratações de servidores, prevista no Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2017. A intenção da companhia é de que as partes continuem discutindo as contratações dos empregos vagos.  

O secretário de Assuntos Jurídicos do SindMetrô, Leandro Santos, afirma que ampliação do sistema está sendo feita de forma precária. “Estamos com vários problemas, como insegurança no sistema, falta de manutenção dos trilhos. Há trechos que não tem condições de circulação”, destaca. De acordo com ele, há 330 vagas em aberto no Metrô, que precisam ser preenchidas para que ocorra a abertura de novos terminais.  

Em nota, o Metrô-DF informou que, no momento, há apenas 136 vagas em aberto. Além disso, a Companhia ressaltou que solicitou ao GDF avaliação para aumento do efetivo. “Atualmente a empresa possui um quadro de empregados de 1.315 vagas, sendo que 1.179 estão ocupadas”, destacou o texto. O objetivo é expandir o número máximo de funcionários para 1.616. 

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