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Correio Braziliense

'Tem gente que diz que é o 'novo', mas compra os outros', diz Fraga

O candidato ao GDF pelo Democratas fez declaração durante reunião com pastores, em que prometeu criação de Subsecretaria de Assuntos Religiosos


postado em 23/09/2018 14:30 / atualizado em 23/09/2018 15:43

A acusação foi feita durante reunião com pastores no comitê de campanha de Fraga, no SIA(foto: Pedro Grigori/Esp. CB/D.A. Press)
A acusação foi feita durante reunião com pastores no comitê de campanha de Fraga, no SIA (foto: Pedro Grigori/Esp. CB/D.A. Press)
 
A duas semanas do primeiro turno das eleições, mais um episódio de troca de farpas marcou agenda de campanha neste domingo (23/9). O candidato a governador do Distrito Federal Alberto Fraga (DEM) discursou para grupo de pastores no gabinete de campanha e aproveitou para fazer acusações. “Tem gente que diz que é o novo, mas usa a prática mais nojenta do mundo, que é comprar os outros com dinheiro.” 
 
Questionado pelo Correio sobre a declaração, Fraga disse que não daria mais detalhes. “Fica aberto a interpretações, mas eu não citei nomes”, explicou. O deputado federal, acompanhado da candidata ao Senado Amábile Pacios (PR), e de postulantes à Câmara Legislativa, fez promessas aos representantes de igrejas evangélicas. Ao fim do encontro realizaram oração. 
 
A principal proposta é relacionada à criação de uma Secretaria de Estado para Assuntos Especiais, que contaria com uma Subsecretaria de Eclesiásticos. “Trataria de assuntos que demandam muita atenção, como feiras, condomínios, regularização rural e igrejas”, explicou. O candidato afirmou que a atividades das secretarias virá a partir das demandas que surgirem. Durante discurso, Fraga prometeu também regularizar todas as igrejas do Distrito Federal, e reafirmou que “não derrubaria igrejas como no governo passado."
 
Ao fim da reunião, Fraga pediu votos para o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), mesmo sendo parte da chapa que apoia Geraldo Alckmin (PSDB). "Vocês são formadores de opinião, espalhem a nossa mensagem. Os evangélicos definem uma eleição", garantiu.
 
O candidato ao GDF também alertou o público para "não declarar apoio a candidatos favoráveis ao aborto e a casamento entre homossexuais". "Até relevo a questão do casamento, mas não aceito que tentem levar pras nossas escolas a ideologia de gênero", afirmou. 

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