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Correio Braziliense

30 mil fiéis participam da 22ª edição do Hallel no Parque da Cidade

O evento aconteceu neste sábado e domingo no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade


postado em 23/09/2018 22:29 / atualizado em 23/09/2018 22:29

Hallel 2018: foram dois dias de evento e mais de 20 atrações(foto: Marina Adorno/Esp. CB/D.A Press)
Hallel 2018: foram dois dias de evento e mais de 20 atrações (foto: Marina Adorno/Esp. CB/D.A Press)

Neste fim de semana, os fiéis brasilienses receberam a 22ª edição do Hallel Som e Vida 2018. O evento — que ocorre em diversas cidades do Brasil — já é tradicional na cidade, mas essa foi a primeira vez que ele ocorreu durante dois dias. Trinta mil fiéis passaram pelo Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade no sábado e o no domingo para participar de missas e prestigiar os shows, foram mais de 20 atrações convidadas.

O objetivo do Hallel é evangelizar, de forma inovadora, por meio da música. É considerado um dos maiores de música católica na América Latina. Conhecida pelo fiéis como Tia Lolita, a criadora do Hallel, Maria Theodora Leonor Silveira, 85 anos, veio de Franca (SP) para acompanhar mais uma edição do evento na capital federal. Ela reconhece que o Hallel influenciou o mercado da música gospel no país. “Quando eu tive a ideia não existiam tantas bandas, o Hallel com certeza incentivou novas bandas”, defende.
 
Tia Lolita se lembra perfeitamente do dia em que idealizou o evento. Foi em 16 de janeiro de 1988. Ela estava em casa com dois jovens músicos buscando uma maneira de comemorar os 10 anos da renovação carismática católica. “Eu fechei os olhos e visualizei vários jovens cantando e dançando música católica ao ar livre”, explica Maria Theodora. A visionária relembra que aos 17 anos quis ser freira, porém seus pais não aprovaram a ideia. Hoje, ela acredita que foi para o melhor e que ser missionária é a sua verdadeira vocação.

A criadora não consegue participar de todas as edições do Hallel que acontecem pelo país, essa foi a segunda vez que pode prestigiar o encontro em Brasília depois da primeira edição. Orgulhosa ela observa que a equipe conseguiu conquistar a comunidade e garante que retornará para Franca muito satisfeita. “Volto para casa muito contente depois de ver o Hallel de Brasília.” 
 
A babá Débora Silva Sousa se emocionou durante o Hallel(foto: Marina Adorno/Esp. CB/D.A Press)
A babá Débora Silva Sousa se emocionou durante o Hallel (foto: Marina Adorno/Esp. CB/D.A Press)
 
 
Débora Silva Sousa, 37 anos, foi ao Hallel neste domingo (23). Essa não é a primeira vez dela no evento, porém ela afirma que foi especial. Pela primeira vez ela foi com a missão de ensinar o evangelho. A babá normalmente vai acompanhada ao Hallel, dessa vez foi sozinha e achou que a experiência foi melhor e mais intensa. “Eu aproveitei mais. Quando venho com amigos acabo me dispersando em algum momento, dessa vez não me distraí”, comenta.
 
Raimundo Nonato dos Santos, 60 anos, trabalha como encarregado de manutenção no colégio Marista e foi acompanhado da esposa para o segundo dia do evento católico. Ele chegou às 17h30 pois foi especialmente para assistir à Santa Missa, celebrada pelo Padre Robson, que veio de Trindade. “É muito gostoso ser católico e participar de momentos como esse”, conclui. A mulher dele, Ana Elisa Gomes, 43 anos, se impressionou com o Hallel. Ela, que é devota de Nossa Senhora, nunca tinha ido ao Hallel. “Foi tudo muito lindo, agora eu pretendo vir em todas as outras edições”, ressalta.
 
Raimundo já foi outras vezes no evento católico, mas para sua mulher, Ana Elisa, essa foi a primeira vez(foto: Marina Adorno/Esp. CB/D.A Press)
Raimundo já foi outras vezes no evento católico, mas para sua mulher, Ana Elisa, essa foi a primeira vez (foto: Marina Adorno/Esp. CB/D.A Press)
 
 
Apesar do público abaixo do esperado, a organização está feliz com o resultado. O único imprevisto foi a banda Missionário Shalom, que ia se apresentar às 15h30 deste domingo, entretanto teve o voo cancelado e não conseguiu chegar a Brasília. A banda de pop-rock católica é muito conhecida entre os fiéis e compõe as músicas oficiais da Jornada Mundial da Juventude na América Latina.
 
Danusa de Castro Fonseca é uma das organizadoras do Hallel de Brasília e enaltece que a divisão em dois dias foi uma novidade interessante. Assim todos tiveram a oportunidade de prestigiar o evento, seja no sábado ou no domingo. Ela confessa que ainda não tiveram tempo de pensar na edição do ano que vem, porém garante que gostariam de repetir a Santa Missa com o Padre Robson.

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