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Correio Braziliense

"Tenho medo do que possa acontecer no segundo turno", diz Miragaya (PT)

Candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PT criticou manifestações violentas por parte de apoiadores de Bolsonaro e prometeu pagar reajuste a servidores


postado em 24/09/2018 14:57 / atualizado em 24/09/2018 17:58

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O candidato do Partido dos Trabalhadores ao Governo do Distrito Federal, Júlio Miragaya, foi o entrevistado do CB Poder desta segunda-feira (24/9). A sabatina, conduzida pelos repórteres do Correio Braziliense e da TV Brasília, contou, também, com a participação de internautas. No encontro foram discutidas questões referentes à posição do PT na corrida eleitoral, ao antipetismo que assombra a sigla, além do clima de radicalização entre direita e esquerda no DF. Outro tema abordado foi o reajuste salarial de servidores do GDF.
 
Nos primeiros minutos de entrevista, Miragaya defendeu que a aproximação de Fernando Haddad à campanha local pode ajudá-lo a aumentar as intenções de voto. O diretório local pediu, inclusive, que o candidato à Presidência da República venha a Brasília. O candidato Buriti destacou que o partido ganhou força no Nordeste, mas enfrenta dificuldades no Centro-Sul. "Acredito que há alguma dificuldade de parte dos eleitores em identificarem as candidaturas de Lula e Haddad", avaliou.
 
Sobre os discursos polarizados durante a campanha, Miragaya defendeu os eleitores petistas e disse temer por um segundo turno violento nas ruas. "Há pessoas que têm dificuldade de conviver com a democracia. Tenho medo do que possa acontecer no segundo turno. Eleitores do Bolsonaro têm o direito de se expressar, mas têm que respeitar as manifestações dos outros partidos", ressaltou.
 
O candidato petista destacou, ainda, que a animosidade "não é recíproca". "A gente pode não gostar. Já participei de carreatas onde tinha eleitores do Bolsonaro nas proximidades e ninguém foi lá hostilizar. Se eu vou distribuir panfleto e a pessoa diz que é Bolsonaro, se ela topar conversar, conversamos. Se não, eu respeito. Se fosse só xingamento, era ruim, mas passava. Mas é mais que isso. Estão partindo para agressividade. A forças de segurança têm que estar atentas.”




Durante a entrevista, Júlio Miragaya também falou sobre os 3% de inteções de voto que tem na disputa pelo Palácio do Buriti. Ele atribuiu isso a uma campanha contra o PT. "Em São Sebastião, uma pessoa viu o broche do PT e disse que Lula não. Quando começamos a conversar, falamos de economia e do movimento do comércio no governo Lula e a pessoa mudou. Disse que Lula foi bom para gente", defendeu.

Em um dos temas espinhosos abordados, o reajuste salarial de servidores, Miragaya destacou que pagará o que foi prometido, mas levantou o debate sobre a necessidade de uma reforma administrativa no país. "Isso pode inviabilizar o setor público. Precisamos de uma reforma administrativa, fazer uma releitura das carreiras, encontrar ponto de equilíbrio e, talvez, carreiras que estão no topo fiquem sem reajuste por alguns anos. Sou a favor de valorização do servidor público. Para prestar um bom serviço para a sociedade. Mas nem sempre isso passa somente pela questão salarial”, avaliou.

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