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Correio Braziliense

Candidato ao GDF, Guillen defende revolução socialista e apoia protestos

Para ele, classe trabalhadora precisa se rebelar ao fim das eleições para garantir direitos. Entre as propostas, o candidato ainda defendeu que o salário mínimo chegue a R$ 3,8 mil


postado em 25/09/2018 14:36 / atualizado em 25/09/2018 14:36

Antônio Guillen, candidato ao PSTU ao Palácio do Buriti, defendeu que trabalhadores se manifestem ao fim das eleições(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Antônio Guillen, candidato ao PSTU ao Palácio do Buriti, defendeu que trabalhadores se manifestem ao fim das eleições (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Candidato a governador do Distrito Federal, Antônio Guillen (PSTU) defendeu nesta terça-feira (25/9), em entrevista ao programa CB.Poder — parceria do Correio com a TV Brasília —, que o salário mínimo chegue a R$ 3,8 mil. "Temos de ter um salário mínimo que atenda às exigências da constituição, que é uma família sustentar a sua casa. 80% hoje dos trabalhadores ganham até um salário mínimo", criticou.

Se eleito, ele também prometeu investir na área do transporte. Guillen sugere uma intervenção nas empresas de ônibus, o cancelamento da licitação e a estatização das organizações do transporte público. "As empresas passam a ser gerenciadas pela TCB, uma organização governamental que sabe administrar os ônibus. Nossa proposta é abaixar a tarifa e chegar a um sistema de custo, retirando os lucros dos empresários", defendeu. 

Guillen enfatizou que atualmente o Governo do Distrito Federal (GDF) paga R$ 700 milhões de subsídios às empresas de ônibus. "Uma dessas empresas adquiriu a frota com R$ 2,4 milhões. Significa dizer que o GDF dá, por ano, quase que outra frota total às empresas", reclamou.

Identificado como socialista, Guillen ainda defendeu que os conselhos populares e organizem e lutem por direitos políticos. "As eleições acabando, a classe trabalhadora deve se rebelar. Apenas a rebelião pode garantir os direitos dos trabalhadores. Deve haver protestos contra reforma previdenciária, contra a retirada de direitos. Esse é o caminho", incentivou.

Ele ainda defendeu a revolução socialista. "A violência contra a classe trabalhadora já existe. Hoje temos 175 mortos por dia e 62 mil por ano assassinatos. Qual país em guerra mata isso?", questionou. "São 16 milhões de pessoas passando fome, 76 milhões entre desempregados e subempregados. É uma violência brutal o que o capitalismo submete a sociedade hoje", acrescentou. 

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