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Correio Braziliense

Rosso ataca pesquisas eleitorais: "muitos institutos serão desmoralizados"

Se as eleições fossem hoje, de acordo com levantamento do Instituto Opinião Política, candidato ao Palácio do Buriti pelo PSD estaria fora do segundo turno. Deputado federal, no entanto, não acredita nas projeções


postado em 26/09/2018 16:10 / atualizado em 26/09/2018 17:44

"As eleições deste ano significarão o maior vexame dos institutos de pesquisa de Brasília", atacou Rosso (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

 
Candidato a chefe do Executivo local, Rogério Rosso (PSD) disse, nesta quarta-feira (26/9), em entrevista ao programa CB.Poder — parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília —, que as pesquisas de intenção de voto para governador do Distrito Federal não demonstram a realidade e que em 7 de outubro, data do primeiro turno das eleições, "muitos institutos de pesquisa serão desqualificados".

"Todos os candidatos têm as suas próprias pesquisas, que são feitas diariamente, quando eles saem a campo. A partir desses levantamentos, sabemos os locais onde cada candidato está melhor ou pior. Está evidente que essa pesquisa (encomendada pelo Correio Braziliense e realizada pelo Instituto Opinião Política) não reflete o que acontece nas ruas. Quando os levantamentos são feitos em determinadas regiões, a chance de existirem problemas é grande", apontou.

No levantamento criticado por Rosso, feito entre 21 e 24 de setembro, o deputado federal aparece atrás de Eliana Pedrosa (Pros), Ibaneis Rocha (MDB), Alberto Fraga (DEM) e Rodrigo Rollemberg (PSB) caso as eleições acontecessem hoje, com apenas 8,4% das intenções de votos. "No meu próprio levantamento, estou tecnicamente empatado com o primeiro e o segundo colocado. Há um crescimento forte da nossa candidatura. Portanto, tenho certeza de que as eleições deste ano significarão o maior vexame dos institutos de pesquisa de Brasília", destacou.

A redução do tempo da campanha eleitoral de noventa para 45 dias, na visão de Rosso, deixou os eleitores indecisos. Segundo ele, muitos ainda estão definindo em quem votar, o que pode fazer a diferença no dia da votação. "Tem bastante gente indecisa, e que só começou a definir o seu voto nos últimos dias. Está sendo algo atípico. Não apenas pelo tempo, mas também pela quantidade de candidatos", comentou.

A menos de duas semanas para a votação, Rosso disse que apostará no corpo a corpo nos seus últimos dias de campanha. "Continuarei fazendo o que eu sempre faço: acordar cedo, ir para as cidades, conversar com as pessoas e ouvir o que elas têm a dizer. Quero apresentar as minhas propostas e explicar quais são os custos, de onde virão os recursos, quantas pessoas serão beneficiadas e em quanto tempo cada projeto será executado", explicou.

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