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Correio Braziliense

Brigadeiro Átila Maia (PRTB) se coloca contra o armamento da população

Questionado sobre o motivo de se candidatar pela primeira vez, justamente ao Senado, ele falou em "intervenção do bem"


postado em 26/09/2018 18:42 / atualizado em 26/09/2018 18:56

Embora seja um candidato alinhado ao presidenciável Jair Messias Bolsonaro, ele se manifestou contrário ao armamento da população e à redução da maioridade penal(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Embora seja um candidato alinhado ao presidenciável Jair Messias Bolsonaro, ele se manifestou contrário ao armamento da população e à redução da maioridade penal (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
 

 

Mudar as leis eleitorais do país, essa foi a primeira proposta do brigadeiro Átila Maia (PRTB), candidato ao Senado Federal, em entrevista ao Correio. “Como um partido tem direito a mais dinheiro e espaço na TV que outro? É como um concurso em que uma pessoa começa com nove pontos e, os demais, com zero”, criticou. Questionado sobre o motivo de se candidatar pela primeira vez justamente  à casa legislativa, ele falou sobre o impeachment de Dilma Rousseff. “Tivemos várias manifestações e o povo pediu intervenção militar. Colocamos nosso nome à disposição para fazer a intervenção do bem, democraticamente”, afirmou.

Embora seja um candidato alinhado ao presidenciável Jair Messias Bolsonaro, ele se manifestou contrário a temas como armamento da população e redução da maioridade penal.  “Neste aspecto, eu e nosso candidato à presidência pensamos diferentes. Sou contra o armamento. Não vejo necessidade. O estado tem que atuar e fazer com que as pessoas possam viver em paz. Quem tem que estar armado é a polícia”, disse. Também se disse contrário ao aborto, mas se colocou como “legalista” e, por isso, favorável às determinações do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Sou contra a redução da maioridade e tenho que ter fortes argumentos para defender essa bandeira. Nossos jovens precisam de educação e disciplina nas escolas. A hora que colocarmos isso, e a economia crescer, a dignidade será resgatada. É um tema que tem a ver com educação, economia e trabalho”, opinou. A respeito das reformas da previdência e trabalhista, o militar também se mostrou crítico.

“Não existe déficit na previdência. Há um desvio de dinheiro. Se há alguma reforma, tem que ser feita é no emprego da previdência. A reforma trabalhista tem que ser revista. Precisamos parar com essa mania de mudar a regra do jogo no meio do jogo. Tem que mudar pra frente. Não para trás”, avaliou.

Questionado sobre a “intervenção do bem”, o candidato se explicou. “É para elegermos as pessoas do bem. A verdade é que a população não aguenta mais esse descaso com valores éticos, morais, com a família”, afirmou. Sobre o combate à corrupção, disse que atuaria à medida que recebesse as denúncias. “A medida que recebemos a denúncia, é investigar, apurar, CPI, todos os mecanismos serão utilizados para combater a corrupção que é o câncer desse país”, afirmou.

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