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Correio Braziliense

Execução a tiros de Lauryelle será investigada como feminicídio

O companheiro da vítima, Leandro da Silva, está preso. Contra ele, os investigadores encontraram um mandado de prisão de origem da Bahia


postado em 27/09/2018 12:48 / atualizado em 27/09/2018 13:20

Lauryelle vivia em uma ocupação irregular dentro de um matagal, localizado próximo ao Parque Olhos d'Água(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Lauryelle vivia em uma ocupação irregular dentro de um matagal, localizado próximo ao Parque Olhos d'Água (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

A morte de Lauryelle Máximo Moreira, 21 anos, será investigada como feminicídio. A jovem foi assassinada nessa terça-feira (25/9), em um matagal próximo ao Parque Olhos d’Água, na Asa Norte. O corpo dela, encontrado na quarta-feira (26/9), tinha cerca de 10 marcas de tiros. A jovem vivia em um barraco de lona e madeira improvisado com o companheiro Leandro da Silva.  

O marido de Lauryelle foi preso no início da tarde de quarta. Contra ele, havia um mandado de prisão de origem da Bahia. De acordo com o delegado à frente do caso, Laercio Rossetto, o homem também será investigado pela morte da mulher. “Vamos precisar de mais tempo para concluir as investigações. Podemos dizer que é um crime de execução e que todas as frentes serão analisadas”, ressaltou. O investigador preferiu não revelar o motivo da prisão de Leandro.

Na terça, o homem contou aos policiais que teria saído para trabalhar e deixado Lauryelle sozinha. Quando ele chegou de volta ao barraco, à noite, não encontrou a mulher e escutou barulhos de tiros. Em seguida, Leandro teria acionado os policiais que iniciaram as buscas pela vítima no mesmo dia. No entanto, por causa da escuridão os militares encerraram a procura e reiniciaram na quarta-feira, mas outro morador do local já tinha encontrado o corpo.  

Lauryelle foi encontrada com marcas de tiros e nua. Pela brutalidade do crime, o delegado acredita que os disparos tenham sido realizados por um criminoso profissional. “As balas são de calibre 9 milímetros. Não é qualquer meliante que consegue uma dessas”, analisou o delegado. O corpo dela foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para analisar se houve algum ferimento externo, porém, até a última atualização desta matéria, a avaliação ainda não estava concluída. 

Feminicídio

Os casos de violência contra mulheres crescem no Distrito Federal. Em 2017, 19 mulheres morreram vítimas de feminicídio. Apenas nos oito primeiro meses deste ano, 20 crimes dessa natureza ocorreram na capital.  Levantamento feito pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP-DF) mostra que no primeiro semestre deste ano foram registrados 7.169 casos relacionados à Lei Maria da Penha. O número é o maior desde 2013, quando a pasta havia contabilizado 7.634 ocorrências de violência doméstica entre janeiro e junho daquele ano.
 
 

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